Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Desafio dos Pássaros 3.0 - Tema 1

Nunca imaginou ser possível sentir tanta paz e serenidade. Sempre lhe guiaram as ideias para o caos, para o cada um por si, para o pesadelo de qualquer doença. 

Do seu quarto, no quinto andar do hospital, Amadeu via o céu. Apenas uma réstia dele, é certo, só uma pequena franja de azul entre dois edifícios cinzentos, mas era aí que focava o olhar dias a fio. 

Não conhecia o rosto de quem o tratava, mas isso já sabia que seria assim. Dias houveram, em que essa incógnita e desconfiança pelo fato branco o atormentavam, numa angústia pela impotência e ignorância do que o aguardava. Outros tantos dias, deixava a mente pairar sobre a inexistência. A sua, claro, e dos colegas de enfermaria. Acontecia sobretudo nos dias em que um lençol branco numa maca era conduzido para outro andar, bem lá no fundo do edifício, recordando aos enfermos a gravidade e o poder de quem domina aquela ala de cuidados intensivos. 

A porta abriu do quarto abre-se com um chiar suave e o médico vestido com um invólucro de plástico, dirige-se ao leito de Amadeu. 

- Agora já vou tarde, mas se fosse hoje, tinha-lhe colocado "cápsula revestida" como alcunha - gracejou num ténue fio de voz. 

- Não faz Sr Amadeu, ainda vai a tempo. Mas olhe que eu já tinha um certo carinho pelo Pintor de Compressão da Ala Covid. 

Sorriram, sabiam que estavam apenas a matar tempo, adiando o inadiável. 

- Está na hora, Sr. Amadeu. 

Assentiu, conformado. Fixou novamente para a franja de céu pela janela, não sabendo se ou quando voltaria a vê-lo, mas desejando gravar aquele azul para sempre na sua memória. Sonharia com ele enquanto estivesse inconsciente, tanto tempo quanto a inconsciência durasse. 

Sorriu e com uma serenidade que nunca lhe disseram ser possível, aceitou de bom grado o sono imposto.  

Custa-me escrever esta publicação

 


Em primeiro, porque isso vai implicar colocar muita gente no mesmo saco, como se fossemos todos incapazes de raciocinar e usar a inteligência para fazer o correto.



Em segundo, porque isso bate no ponto fulcral para conter qualquer pandemia: a educação. Nunca neste país houve tanto acesso ao ensino superior, há doutores a torto e a direito, há mais licenciados do que eletrecistas de jeito, mas de que adianta ter um diploma se não sabem distinguir o há do à? Ou pior: o poder do dever? Onde falha a educação? Não sei, honestamente. Nem tenho solução para isso. Só sei que tenho dois filhos e não este o caminho que quero para eles. Quero que questionem, porque é assim que se aprende, mas não quero que duvidem de tudo e todos. Onde se atinge o equilíbrio? Estou longe de saber.



Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2020, o primeiro ministro de Portugal, António Costa, passou sermão aos portugueses. A gente adulta, capaz de votar, mas incapaz de ter o discernimento de perceber que podiam ir buscar o cafézinho ao tasco dos costume, mas não podiam ficar em amena cavaqueira à sua entrada, provocando pequenos aglomerados. A gente adulta, capaz de votar e que sabe que não se deixa uma panela ao lume sem vigilância, mas que não soube perceber a diferença entre um passeio pela vizinhança, uma volta ao quarteirão, e uma caminhada aos magotes pelas marginais deste país à beira mar plantado. Vou voltar a repetir: levamos sermão porque não soubemos a diferença entre poder e dever. Porque usamos a inteligência para o habitual chico espertismo de contornar leis que, apesar de pouco muscaladas, eram simples de perceber. O impacto dos actos deste fim de semana não se reflete só nos números do boletim epidemiológico. Reflete-se também no apuramento diário do caixa daquele café que se viu obrigado a fechar o postigo à bica; no pronto a vestir, que já não pode abrir a porta e passar o saco com a encomenda ao cliente; no Manel que tinha consulta de rotina e a viu adiada mais uma vez, na Maria que já não consegue marcar uma ecografia há mais de um mês e vê o seu diagnóstico arrastado no tempo. Aquilo que apregoam os economistas de vão de escada, o "ai que vamos esquartejar a economia e vamos todos morrer à fome", tal como o que gritam os médicos licenciados pelas redes sociais, aquele "então e os doentes não covid? Ninguém quer saber?", isso tudo, a economia, a saúde não covid, até a saúde mental, ficou pior porque não soubemos distinguir o poder do dever. E isso é terrivelmente triste, roça o humilhante e faz-nos parecer a pré - escola da Europa.



Não me surpreendia que na próxima reunião em Bruxelas, para distribuição de fundos, alguém sugerisse entregar-nos plasticina e lápis de cera. Não agimos como gente adulta, capaz de votar, responsável por saber que não se deixam panelas ao lume sem vigilância. Agimos como miúdos de jardim infantil, sem preocupação com os outros, com egoísmo, sem querer saber se o Tiago tem lápis de cor, desde que o nosso tenha o bico impecável e ainda pinte está tudo bem.



Somos o pré - escolar da Europa, mesmo com doutores em cada esquina. E eu, muito honestamente, tenho medo que no próximo domingo os miúdos que não sabem distinguir o poder do dever, não se dirijam às urnas. Ou pior: que o façam sem pensar, porque "podem votar em qualquer um", sem consciência que "não devem votar em qualquer um".



Pode ser que um dia cheguemos, pelo menos, ao ensino primário. Enquanto isso, continuamos a brincar no recreio, sem preocupações de gente adulta e mesquinhices de crescidos responsáveis. Se morrer alguém pelo meio, azar, chora um bocadinho que passa e amanhã há mais recreio.

Parir em tempo de pandemia

Já andava há uma porrada de tempo para falar sobre isto. Tive aqui um tempinho, por isso vamos lá falar sobre esta coisa gira de parir em tempo de pandemia.
Ainda em internamento, comentei com a vizinha de enfermaria a pena que me fazia quem tivesse parto previsto mais a frente - Maio em diante - porque as coisas iriam piorar muito e as restrições iriam aumentar, com toda a certeza.
Olhando para trás, vejo que se calhar foi pior para nós, que levamos com o ajuste do SNS a esta situação e ainda não se sabia muito bem o que fazer e como fazer.
O plano de contingência do hospital não permitia visitas, nem acompanhantes no parto. O pai podia visitar a mãe e o bebé 10 minutos, durante o horário de visita, depois só se voltariam a ver no dia da alta.
Sei que para muitas mães isto foi uma facada no útero, mas continuo a manter a posição: era o melhor para todos e o pai nem sequer é assim tão essencial ao parto - a não ser quando quiserem insultar alguém sem razão, só para descontrair da dor. Aí dá jeito.
Portanto, acredito que fomos nós, parturientes entre final de Março e mês Abril, as mais sacrificadas em restrições. Agora já é permitido, em alguns hospitais, o pai assistir ao parto depois de testado. Parecendo que não, sempre é mais um a carregar bolachas e isso faz muita falta na recuperação.
Sobre o parto em si: já fiz treinos piores. Assim de repente, lembro-me de um treino de pernas onde o meu querido e fofinho PT decidiu pôr a conversa em dia comigo em agachamento isométrico. Muito pior do que um parto normal, vos garanto. Até na recuperação: duas horas depois do parto já caminhava normalmente, depois desse treino de pernas, não me consegui sentar para fazer xixi durante uma semana.
Claro que a minha entrada foi absolutamente espetacular: tinha indução marcada, mas a subir as escadas a bolsa rebentou. O que contribuiu para esta figura: subir as escadas meio a correr para tentar conter o líquido (não resultou, obviamente), chegar ao piso descabelada, esbaforida e com a calças tão molhadas como um miúdo que acabou de iniciar o desfralde. Mesmo fixe.
Como resultado, fui praticamente direta para a sala de partos, onde fiquei até ao fim. E foi aqui que aconteceu a parte pior de toda a minha experiência: obrigaram-me a fazer o percurso numa cadeira de rodas. Acreditam nisto? Eu tinha acabado de subir escadas a correr e mesmo assim não me deixaram caminhar o resto. Ainda reclamei e barafustei, fui praticamemte empurrada para a cadeira por uma auxiliar. É assim que tratam as pessoas nos hospitais. Inqualificável.
Chegada ao destino, levei logo com a anestesista, que me caiu de imediato no goto por frisar a minha musculatura, como já vos contei e tive direito a uma enfermeira parteira que também é minha cliente na loja. Foi impecável, mas temo que da próxima vez que lhe for vender uns óculos só me consiga lembrar que foi ela que me assistiu no parto, com tudo o que de bonito e glorioso isso inclui. #SenhorMeAjude
Apesar de me parecer um parto mais longo do que o primeiro, acho que na verdade foi ela por ela: se no primeiro fiz tudo em casa e cheguei ao hospital praticamente em período expulsivo, neste comecei de manhã e a miúda nasceu a meio da tarde. Praticamente o mesmo número de horas, mas o facto de estar sempre no mesmo espaço e posição , acabam por dar a ideia que foi um parto mais demorado.
A espera é de facto longa quando não se está entretido e é aqui que eu acho que faz falta a companhia para dar duas de letra. Bem dita seja a internet e os grupos de messenger, porque quase não dei pelo tempo passar. E, mesmo sozinha, nunca me senti realmente sozinha, nem "abandonada". Os amigos é que, pobrezinhos, deviam estar fartos de me aturar. E claro, devem ter enjoado as fotografias da rapariga durante a primeira noite. Aposto que desligaram as minhas notificações ao fim de 10 fotografias, os fraquinhos.
Quero ainda aproveitar esta publicação para agradecer a toda a equipa do Centro Hospitalar Gaia Espinho. Foram de facto impecáveis e incansáveis, mesmo quando eu só dizia disparates (tenho uma ligeira tendência para a parvoíce, mas quase não se nota) e é de louvar o profissionalismo de todos em tempos ainda desconhecidos e estranhos para todos. Podia ter mudado muita coisa neste parto, a começar pela escolha das bolachas que levei na mala, mas não mudava a escolha do hospital.
Modos que foi maizomenos isto, com algumas parvoíces pelo meio, mas foi isto. No recobro, ainda houve Frank Sinatra como banda sonora, em My way, o que me pareceu adequado à Pequena Bola D'Unto, que fez, de facto, tudo à maneira dela. Sacana da miúda.

Voltando, devagarinho

Assim com uma espécie de alta definição



Como o meu nome ali no perfil indica, chamo-me Andreia e já fui mais nova. Tenho esperança de ser mais velha também, mas isto nunca se sabe.
Dois filhos coabitam comigo, ou eu coabito com eles, às vezes fico na dúvida sobre quem manda nesta casa realmente, o mais velho tem meia década e a mais nova quase meio ano. São conhecidos como "Caracolinho" e "Pequena Bola D'Unto".
Senhor meu marido tem mais PDI do que eu, mas está aí para as curvas. Estamos juntos há... Hmmm.... Não sei bem, mas é muito tempo. Também não consigo dizer a data de casamento, porque tirei a aliança como medida de contingência Covid em Março e ainda não voltei a colocar. A miúda dorme e o soalho range, levantar-me para averiguar esse detalhe está fora de questão.
Adoro boa música - a minha , não a dele; boas séries - as minhas, não as dele; e bons livros - os meus, ele não lê mais que os rótulos da comida e já é uma sorte. Como está bom de ver, eu sou o bom gosto da família. Ele faz a parte dele como calculadora humana. Os nossos filhos são uns pequenos anjos que vivem para testar a nossa paciência e não raras vezes apetece-nos pô-los na lista de adopção. (Estava a brincar. Ok, pronto, só assim numa família de acolhimento, a ver como corre). Ah! Também temos cães. Dois. Quando se juntam os 5, eu abro um garrafa de gin e uma tablete de chocolate. Só para mim.
Odeio a falta de empatia e ausência de poder de encaixe. Irrita-me a falta de sentido de humor e esta coisa de se ofenderem por tudo e por nada. Geralmente, por nada. Também não gosto muito de grão de bico e odeio papas de aveia. Gosto de exercício, mas odeio fazê-lo e reclamo imenso durante. Adoro reclamar e acho mesmo que nasci para isto.
Sou um nadinha nariz empinado, mas de perfil quase não se nota. Às vezes também minto, sobretudo quando risquei jante do carro, finjo surpresa quando o homem repara e juro a pés juntos que não sei mesmo o que aconteceu enquanto culpo o gato da vizinha. Não sou melhor que ninguém, mas o meu bolo de chocolate é o melhor do mundo! Sou uma pessoa iluminada e irradio luz - sobretudo quando coloco calhas de lâmpadas dentro do vestido, como se vê na foto. 🙄
Ah! Sou também A Caracol, mas só nas horas vagas, que a rapariga é doida e dá cabo de mim, não aguentaria sê-la durante todo o dia.

Sou luz, muita luz. Sobretudo quando deixo as dos tectos todas ligadas para arrumar a roupa. Muita luz para vocês também. Mas só a EDP , no coração é coisinha para dar um piripaque e não dá jeito agora com o Covid.

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

Desafio dos Pássaros 2.2

É que isso de médicos, nunca fiando

Mamas, 

Vim agora do hospital e o médico disse que tenho uma virose. Chamou-lhe ele "Burro-parvo-virose". Disse que passava com tempo e abstenção de grupos de mamas. Ainda falei no 'tibiótico, mas ele disse que não precisava, que passava se deixasse de vir aqui ler comentários de mamas com mestrado no Google. Eu acho que precisava mesmo de um 'tibiótico. E também acho que o médico foi grande parvo e mal encarado na minha consulta. Estava sempre a olhar para o relógio, a meio disse ao coleguinha "vai ver como está a senhora que eu já subo". Quando o confrontei sobre isso, que eu assim muito frontal não guardo cá nada dentro, disse que tinha uma senhora com um parto complicado e que precisava de acompanhamento. Passei-me! Atão, eu que estava carregadinha de comichões até ao umbigo, olhem que só eu sei como passei a noite, sempre num coça coça que quase fui buscar o piaçaba para ajudar na lombar, eu que lhe pago o ordenado com os meus descontos, nem todos, porque faço uns extra com unhas de gel que não entram no rendimento, mas pronto cada um safa-se como pode, eu que estou com gravidez de risco desde as 4 semanas, porque é muito perigoso inserir facturas no computador, e o médico de família nem me queria passar, tive que armar barracada e fazer valer os meus direitos, mas já me perdi... Ah! Eu que estava ali mesmo aflita, praticamente com o mindinho do pé no cemitério e outro no portão ao pé do S. Pedro, tive que levar com uma rapidinha do médico. Olhem que o sacana mal para o livro de grávida olhou, caramba! 

Bom, queria saber as vossas opiniões: não acham que me devia ter passado uma penincinlina? Já li que comichões no umbigo podem ser bacterianas e podem levar a partos prematuros... É que isto de médicos nunca fiando. 

Estou com 5s+4d+10h+32m+5seg 

Blogs com gente dentro

O carteiro, sacaninha, hoje deixou uma encomenda que me entupiu o canal lacrimal com poeira.

Já não se pode confiar nos serviços dos CTT, entregam tudo cheio de pó e não há olhos que aguentem.

Obrigada à Magda, à Mula, à Fatia Mor,  à Alexandra,  à Cunhada,  à DramaQueen,  ao Coiso, à Just, à Maria das Palavras,   à Mamã Paleo e à Maria Araújo.

Gostei mesmo muito e tenho a certeza que a pequena Inês vai adorar! ❤️

O Mano logo já vai estrear as histórias. E amanhã a camisola vai passear até ao gabinete da sôtora a quem pago para me chamar gorda. 

 

 

sapo.jpg

 

E se me perguntarem porque raio têm estes nomes esquisitos... Dou o vosso mailito. ;P 

 

Desafio dos Pássaros 2.1

Acho que a coisa não vai correr bem

Passo a vida a dizer isto. Não muito alto, não quero que outros ouçam a minha insegurança, mas digo-o silenciosamente, para mim. 

Digo-o quando desço as escadas molhadas em direção à lavandaria, sabendo de antemão o perigo de escorregar. 

Digo-o quando subo a uma cadeira para chegar a uma prateleira mais alta. 

Digo-o quando forço um bocadinho e sinto a lombar a picar. 

Digo-o todos os dias, quando olho para o meu filho mais velho adormecido: acho que a coisa não vai correr bem. 

Tenho medo. Muito medo. 

Medo que a rapariga se antecipe e conheça o mundo antes do tempo. 

Medo que fique internada dias a fio e eu sem saber se me vire para a mais nova se para o mais velho. 

Medo da ansiedade que a minha estadia no hospital vá provocar em casa. 

Medo de precisar de mais dias do que os dois com que fervorosamente acredito precisar. 

Medo que a primeira reação não seja a melhor. 

Medo de não estar à altura de dois filhos tão pequenos. 

Medo de a coisa não corra bem e não segure todas as pontas, como sempre me habituei a fazer. 

Medo de lhes falhar, de não conseguir estar lá para eles, da mesma forma e com a mesma plenitude que para um. 

Mas depois... Depois, lembro-me que isto é, no fundo, a única melhor coisa que poderia acontecer. 

Lembro-me como vai ser giro voltar a ter um bebé, apesar do que tudo isso implica.

Lembro-me que tudo aquilo que o Caracolinho sempre pediu foi uma mana e, mesmo passando pela inevitável adaptação e possível rejeição à rapariga, vai adorar ter alguém para ler histórias e brincar ao faz de conta. 

Lembro-me o quanto odiei ser filha única, o quão pesadas são as cargas quando só existe um para equilibrar com a barra. 

E por isso, mesmo sabendo que haverá dias que a coisa não vai correr bem, guardo o medo no bolso pequenino das calças de ganga que agora não servem, para me lembrar dele quando as coisas correrem bem. 

 

Publicação muito urgente

Esta conversa existiu mesmo, sem o mínimo de vergonha, pudor ou que quer seja classifique este tipo de atitude.

Passou-se num grupo de mães, do facebook, mas podia perfeitamente passar-se na tasca da D. Albertina.

Publicação:

"Bom dias mamãs, vocês têem sido a minha salvação, nessas palavras de conforto e força.
Estou de 6 semanas e vou fazer a primeira eco sexta feira à conta pessoal, pois o médico disse que chegava bem só fazer às 13 semanas e não me quis passar (outra). Parece que enquanto não ouvir o coraçãozinho ou vir alguma coisa só ando ansiosa e nervosa :(
E com maus pensamentos.
Alguma das mamãs que descobriu cedo, conseguiu ver ou ouvir o coração? (Sei que corro o risco de não ouvir nem ver)."

Não vamos dissertar sobre isto, a rapariga está ansiosa, todas nós sabemos que aquela idade gestacional é uma grande seca, não se sabe nada, não se vê nada, não se sente nada, é só esperar. E esperar é a última coisa que podem pedir a uma grávida ansiosa. A rapariga decidiu fazer uma ecografia a nível particular, óptimo. Vai com certeza descansar melhor. Não lhe vamos agora estar com miudezas.
Sigamos para a troca de comentários.

Admnistrador 1 :

Bom dia, eu descobri as 5 semanas. Não vai conseguir ver nem ouvir. Só a partir das 9 semanas, os médicos têm o aparelho para se ouvir o coração. Andei em pânico até o ouvir :p pode sempre dizer que tem dores e ir ao hospital e ver o que dizem :)

(sim, a admnistração do grupo respondeu isto. Não é espetacular?)

Uma mamã não se ficou e continuou:

Portanto, ir à urgência, sem necessidade, só para entupir mais um bocadinho o sistema. Grande conselho. 👍👌

(já usavas menos ironia, mas pronto, desta vez passa)

Administrador 1:

Desculpe??? Que comentário mais estúpido... Abstenha-se de comentar os meus comentários.... Você é que devia entupir a boca antes de falar!

(Logo aqui percebemos que a discussão morreu e que não vale a pena. Alguém que usa tantos pontos de interrogação só pode ter problemas de compreensão e afirmação. Não falando na agressividade logo assim à grande, mesmo à "baixa a bolinha que o cão é rasteirinho e EU SOU A PATROA cá do burgo." A-DO-RO! Vão buscar pipocas qu'isto promete)

Mamã:

Portanto, a sua recomendação de "pode sempre dizer que tem dores e ir ao hospital e ver o que dizem" é perfeitamente válida e nada estúpida. Está muito certo.

(Vais de vela, vais de vela... Tásabusar rica filha)

Administrador1:

Não, é melhor a senhora andar stressada e preocupada. Aliás a médica que me indicou fazer o mesmo quando não me queriam fazer o CTG, devia ser despedida... Aconselhou-me a entupir o sistema 😏

(Alguém falhou a aula de português onde se aprendeu a utilizar ironia. E vírgulas.)

A senhora [ da publicação ] diz que vai fazer ecografia a nível particular. Acho muito bem, eu fiz o mesmo quando engravidei, ficamos mais descansadas. Nada contra.
Mas isso é diferente de recorrer a uma urgência sem ser necessário e sem haver, efetivamente, urgência.
Quanto ao seu caso... CTG, por norma, já é numa fase mais avançada da gravidez e não sei o porquê de lhe terem recomendado ou não, tampouco se quem lho recomendou era ou não médico/enfermeiro. 🤷 Situações diferentes, creio eu. 😉

( ui! Agora, contradizer a urgência dela?! Já nem buscar pipocas. Já foste. Namastê! 🙏)

Eu não recomendei ir às urgências. Apenas disse sempre pode ir ao hospital... Acho que é diferente. Mas pronto 😘

(Ah... Hmmm... Ah... Hmmm... Não é o mesmo? Sempre a aprender, sempre a aprender.)

Administradora 2:

Na sua cabeça é melhor desvalorizar estes sentimentos e nao entupir o sistema que andamos a pagar impostos pra ter, e arriscar ficar com uma depressão ou ansiedade?
A mamã qie vá as urgencias SIM. Porque andamos a pagar impostos para ter um serviço destes no nosso pais, porque não é normal ter de pagar um exame para saber se o seu filho esta bem e relaxar a sua ansiedade. VA A URGENCIA SIM. E não precisa de dizer dores, o psicológico tambem afeta, diga a verdade e queira auxilio que e para isso que pagamos impostos. Para sermos auxiliadas! Era o que mais faltava.

(Mas... Mas... E os acentos? E as vírgulas?! Então e... Mas... Ir à urgência só para relaxar? Mas aquilo é o quê? Um SPA? Pipocas, vou buscar pipocas)

Mamã:

* GIF facepalm Ryan Reynolds *

(Ainda não foste? Ui! Com este gifezinho já tens a corda ao pescoço. Até parece que ouço a tua cervical a estalar, filha)

Administrador 1:

Pois eu desisti porque estar a insistir com uma pessoa que não aceita mais opiniões nem vale a pena... Esta senhora nunca deve ter ido ao hospital ou urgência para ficar descansada com algo. Olha fui entupir as urgências porque o meu filho tem eczema e eu n sabia o que havia de colocar... Sou terrível, usar o que pago 🤣 enfim

(Ah... E vírgulas, não? Pronto, tá bem, mas assim uma pessoa fica com dificuldades respiratórias. Olha, uma boa urgência, esta)

Mamã:

Bom, eu já tinha desistido, na realidade.
Sucede que estou grávida e não me apetece ir agora entupir a urgência apenas porque fiquei ansiosa e a matutar neste comentário por escrever. O máximo que fariam era dar-me pulseira verde, vejam lá bem!, e ainda esperava um bom par de horas para nem oxigénio de me darem. Enfim, é para o que uma pessoa paga impostos.
Já recorri à urgência, várias vezes, sobretudo com o meu filho, não por ter febre há 5 minutos ou por ter espirrado umas oitavas acima do normal.
Não vos ia explicar o porquê de recorrer à urgência pediátrica quando o miúdo vomitou, aquando o episódio de varicela, mas vou explicar na mesma: o miúdo tinha varicela e vomitou, algo que a médica de família referenciou ser anormal e caso de urgência. Dirigi-me, portanto, à urgência hospitalar. Entre espera, análises e outros que tais, chegou o diagnóstico: outra virose, além da varicela. Foi marcada consulta de pediatria para a semana seguinte. E depois, para o mês seguinte. E ainda para o mês seguinte, onde teve alta.
É para isto que pagam impostos: para que o SNS seja usado e rentabilizado quando realmente é preciso.
Não me parece, de todo, que a senhora da publicação sofra de ansiedade diagnosticada - acho que está mesmo só ansiosa e preocupada, como todas nós já estivemos com aquele tempo gestacional (a propósito: espero que a sua gravidez corra pelo melhor 😉). Recomendar uma ida à urgência (que, a propósito, é exatamente o mesmo que recomendar uma "ida ao hospital"), exagerar na dor (que é inexistente) ou só para "saber se está tudo bem", com base no argumento de 'eu pago impostos, eu posso' é, além de imoral e pouco ético, estúpido e completamente descabido.
E porque o comentário já vai mais longo do que o desejado para as vossas retinas, espero apenas que reflitam sobre a palavra urgência. Se não conseguirem, lamentem também os impostos que andam a pagar na área da educação e não só da saúde.
Um bom dia, com poucas urgências verdadeiramente urgentes.

(Adeus, até um dia. Tenho pena, mas não podes mais ficar. Adeus, até um dia, pode ser que nos voltemos a encontrar 👋👋).

A troca ainda continua, mas eu já não tenho pipocas. 🙄 Já chapadas, pronto, se fizessem muita questão... 👌

#Pessoas ❤️ 

Gajas vs Gajos a marcar um jantar, num grupo de mensagens

 

GAJOS

Gajo 1: Meus, e se fôessemos jantar?

Gajo 2: Boa!

Gajo 3: 'Bora!

Gajo 4: Data?

Gajo 5: Digam coisas....

Gajo 1: 25 janeiro, sabádo. Todos podem?

Gajo 2: 👍

Gajo 3: 👍

Gajo 4: Não posso. Vou na próxima. Divirtam-se!

Gajo 5: Vou.

Gajo 6: 👍

Gajo 7: Siga!

Gajo 1: Está combinado. 25 janeiro, ao jantar. Vou fazer reserva.

Dois dias depois:

Gajo 1: Reserva feita. Vemo-nos lá.
Restantes gajos: 👍👍👍👍👍👍👍👍👍👍

GAJAS

Gaja 1: Meninas vamos almoçar?

Gaja 2: vamos!

Gaja 3: 'Bora!

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 5: YEAH!

Gaja 1: quando podem?

Gaja 6: É para fazer o quê?

Gaja 7: A Gaja 1 quer marcar um almoço.

Gaja 6: Ah! Boa!

Gaja 8: Este mês?

Gaja 9: Este mês nem pensar!

Gaja 3: E tem que ser almoço? Não pode ser jantar?

Gaja 10: Já há data?

Gaja 1: 25 janeiro. Todas podem?

Gaja 2: Eu posso.

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 3: Tenho que ver...

Gaja 5: I'm in!

Gaja 6: Tenho que fazer contas. Janeiro é enorme.

Gaja 7: Mas onde? Não se esqueçam de quem é de longe...

+ 945 mensagens nas duas semanas seguintes

Gaja 6: Gente, não vou poder ir ao almoço, mas passo para o café.

Gaja 3: Não era jantar?

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 5: E vens de propósito?

Gaja 6: Então não era almoço? Não era já ali em baixo?

Gaja 10: Para ti é sempre já ali...🤦‍♀‍

Gaja 7: São 40km de onde estás.

Gaja 6: Ah.

Gaja 9: E preços?

Gaja 11: Foi a @12 que tratou...

Gaja 2: Meninas, alguém tem cartas do Lidl? Precisava da 17,27,45.

Gaja10: Tenho a 27.

Gaja 1: Devíamos fazer mais perto.

Gaja 6: Devíamos fazer jantar.

+ 1234 mensagens nas semanas seguintes

Gaja 1: Faltam duas semanas para o nosso jantar. 😀

Gaja 3: Yeah!

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 6: Não era almoço?

Gaja 8: Mudamos para jantar. Não viste?

Gaja 9: Quando é?

Gaja 10: Vou chegar mais tarde.

Gaja 7: Sempre vamos ao Z?

Gaja 6: Então não era no Y?

Gaja 8: Era mais caro e mais longe. Mudamos para o Y.

Gaja 6: Então se calhar também vou. Vou ver.

Gaja 2: Vou ver se consigo ir. Depende dos câmbios.

Gaja 1: Preciso de confirmações até ao fim da semana.

+ 2345 mensagens na semana seguinte

Gaja 6: Quanto ao jantar… Afinal sempre vou.
Sempre é no Z?

Gaja 8: Sim.

Gaja 1: Somos quantos?

Gaja 6: Só consigo dizer mais no final da semana.

Gaja 5: Treino feito!

Gaja 7: Tu és maluca… com este frio?

Gaja 1: Quantos somos, afinal?

Gaja 5: Tem que ser. Parar é morrer!

Gaja 10: Pontos do Pingo Doce, alguém tem?

Gaja 2: Não tenho. Também queria.

Gaja 6: Isso são pontos? Pensei que eram só autocolantes… deitei montes fora, ontem.

Gaja 2: 🤦🤦🤦🤦

+ 3567 mensagens nos dias seguintes

Gaja 1: Amanhã vou passar no Z para marcar mesa. 😁

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 3: Tá quase!

Gaja 6: oh yeah!

Gaja 10: Dá para manter o foco, nesse restaurante?

Gaja 5: Em princípio também vou.

Gaja 8: *Clip de voz*

Gaja 2: Não consigo ouvir aqui.

Gaja 7: Ohhhh. Que pena. Mas compreendo.

Gaja 1: O restaurante não aceita reservas ao sábado à noite. Vou lá passar amanhã para falar melhor.

Gaja 3: Vamos a outro?

Gaja 12: Não muito mais longe, por favor.

Gaja 6: Conheço um muito fixe, em Freixo de Espada À Cinta, ali perto onde Judas perdeu as botas.

Gaja 10: Isso é longe.

Gaja 6: É já ali. E a comida é mesmo boa.

Gaja 1: Fico com pena que não vás @Gaja8, mas compreendo.

Gaja 6: A @Gaja8 não vai?

Gaja 2: Afinal também vou.
Gaja 3: E alternativas?

Gaja 6: Em Macedo de Cavaleiros também se come bem.

Gaja 3: Meninas, não dispersem…

Gaja 8: Pode ser que a @Gaja1 consiga no Z.

Gaja 7: Meninas, alguém tem a receita de muffins de chocolate?

3 horas e 345 mensagens depois

Gaja 1: Olhem meninas, nada feito. Não fazem reserva e é tipo fábrica: entras, comes e sais. Não dá para nós.

Gaja 3: Então e agora?

Gaja 6: Podemos sempre ir ao centro ao comercial. Mesas não faltam…

Gaja 7: Achas?! No Centro Comercial? Ao sábado às noite? Com miúdos? És louca…

Gaja 2: Então e se fôssemos ao Y?

Gaja 5: Isso não é longe para a @Gaja12?

Gaja 6: Devia ser um sítio perto para todas…

Gaja 10: Eu moro a 100km daí…

Gaja 6: Queria dizer central. Pronto, olha, cada uma traz uma coisa e fazemos um piquenique ao pé do rio, debaixo da ponte.

Gaja 3: E pela zona da Mealhada?

Gaja 1: Tive uma ideia!

Gaja 6: oh céus…

Gaja 1: E se fôssemos ao XPTO?

Gaja 5: Isso não é caro?

Gaja 7: E onde é que isso fica?

Gaja 10: Dá para manter o foco?

Gaja 6: As sobremesas são boas?

Gaja 8: Caraças, tenho mesmo pena de não ir.

Gaja 12: Pode ser.

Gaja 3: Então e ali no D?

Gaja 9: Esquece, está sempre cheio.

Gaja 6: Centro Comercial?

Gaja 4: Fiesta!

Gaja 11: Onde é que é afinal? Eu gostei do D.

Gaja 6: Mas o D é longe para a @12 e @10. E não sei se tem reserve de hoje para amanhã. É pequeno. Mas os gelados são muito bons!

Gaja 3: Babei pelo bacalhau…

Dia 25 às 7 da manhã

Gaja 1: Estive até às 5 da manhã a ver restaurantes. Estou enjoada.

Gaja 3: Eu também.

Gaja 6: Onde vamos jantar?

Gaja 8: Bom dia!

Gaja 3: Olhem, lembrei-me do ABC. Será que dá?

Gaja 7: Moro a 5 minutos. Querem que veja?

Gaja 3: Afinal se calhar também vem a @gaja 11.

Gaja 7: Ligo?

Gaja 2: E os preços?

Gaja 3: Se não bebemos muito, não devem variar do Z.

Gaja 7: Vou ligar. Quantos somos?

Gaja 6: 23,5.

Gaja 2: Mas se a @gaja8 não vai, isso não dá menos pessoas?

Gaja 6: Quem reserva para 23 reserva para 22.

Gaja 7: Está marcado. Logo à noite, no ABC.

Gaja 6: Ufaaaaaaa!

Gaja 3: YES!

Gaja 1: 🙏🙏🙏

10 minutos depois

Gaja 11: Bom dia! Onde é para ir jantar, afinal?

Gaja 10: Ainda cabe mais um?

Indignações miudinhas

As mães, antes do orçamento de estado 2020:

"Não dá para ter filhos neste país. O Estado não quer saber da parentalidade, está-se a borrifar para as famílias com filhos. Devíamos ter mais ajudas. Os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los."

As mães, depois do governo anunciar a implementação de várias vacinas no PNV, como meta para 2020:

"É sempre a mesma coisa. Eu tive que pagar tudo e na altura ninguém me ajudou. E eu que já dei metade? Onde vou buscar o dinheiro que já investi? Os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los."

As mães, depois do governo anunciar as baixas por assistência aos filhos pagas a 100% até aos 12 anos:

"Isto agora é que vai ser um fartote! Vai tudo ficar em casa com os filhos. E eu, que nunca fiquei em casa com os meus porque aos 3 anos já tomavam paracetamol e ibuprofeno intercalado de 4 em 4 horas para a febre e já sabiam emborcar o antibiótico sozinhos, dizia eu, ando eu a trabalhar para estas sostras molengonas ficarem em casa com os filhos. É sempre a mesma coisa. Os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los. E agora também às mães que ficam de baixa com filhos doentes. Olh'agora..."

As mães, depois do governo anunciar que pondera (reparem: PONDERA) atribuir creches gratuitas às crianças do primeiro escalão de abono:

"O quê?! Como assim quem está em casa não paga nada?! Então e os outros? E os 'morcões que trabalham de sol a sol' têm direito a quê? É sempre a mesma coisa. Os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los. E agora também às mães que ficam de baixa com filhos doentes. E ainda com as creches dos que estão em casa a coçar a micose e têm o primeiro escalão de abono."

As mães, depois do governo anunciar que vai atribuir um cheque para apoio ao pagamento da creche, a partir do terceiro trimestre de 2020, para famílias com dois ou mais filhos e independente do rendimento do agregado:

"Deve ser uma esmola. Aposto que é uma esmola. Os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los. E agora também às mães que ficam de baixa com filhos doentes. E ainda com as creches dos que estão em casa a coçar a micose e têm o primeiro escalão de abono."

O facto de termos um deputado de extrema direita, cujos compinchas de partido têm ligações diretas a grupos nazis: detalhe.

O facto de pagarmos TODOS a dívida GIGANTE do BES, aquando o rombo do Salgado: detalhe.

O facto da esperteza de Berardo o ter levado a guardar a sua fortuna tão bem guardada que ele nem se lembra onde a pôs: detalhe.

O facto de Isabel dos Santos ter desviado e enfiado dinheiro no bolso pequenino das calças de ganga, num país que onde água potável é sinónimo de ostentação: detalhe.

O facto do Trump ter atacado o Irão e estar no poder há demasiado tempo: detalhe.

O facto de, em Portugal, a economia paralela ser um problema grave, mas continuarmos todos a enterrar a cabeça na areia e solicitarmos serviços sem fatura ou 'ao amigo': detalhe.

O facto de, em Portugal, haver empresas com capital social que fazem chorar a rir o ceguinho: detalhe.

O facto de sermos um país idoso, muito perto do precipício para o estado social: detalhe.

O facto de termos uma das maiores e mais vergonhosas taxas de abstenção nas últimas eleições: detalhe.

Sermos, ou tentarmos ser, um estado social, onde quem ganha mais desconta mais, para que quem tem menos, tenha algum apoio: máxima importância.

Haver excepções abusadoras na fatia dos que recebem mais apoios do estado: Ultraje.

Mas os ciganos é que estão bem: têm tudo de borla. Esses e os do rendimento mínimo. Andámos nós a sustenta-los. E agora também às mães que ficam de baixa com filhos doentes. E ainda com as creches dos que estão em casa a coçar a micose e têm o primeiro escalão de abono.