Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Diário de uma grávida #20

Chegamos a meio, yeah! 

Já só falta metade e mesmo assim parece muitoooooo tempo, mas pronto, 20 semanas já cá cantam. 

Pequena Bola D'Unto continua a crescer a uma velocidade estrondosa a este ritmo não se os meus pés aguentam mais duas semanas debaixo das minhas vistas. 

Esta semana tive perfeita noção da minha costela móvel direita, desde manhã até à noite, durante dois dias consecutivos. Muito fixe, sobretudo para respirar. 

Continuo a dormir como um calhau, mas os sonhos estão cada vez mais estapafúrdios. Tenho para mim que o meu inconsciente lhe dá forte nas drogas pesadas quando não estou a ver... 

Começo a panicar com a ecografia da próxima semana, a morfológica, e só rezo para que o médico vejo tudo bem e que o feto não tenha nenhum pé espetado na testa.

A par disso, dava um jeito do caraças se sempre se confirmasse o gajedo enquanto cromossoma, para poder, de uma vez, arrumar com as roupas. 

Há muita coisa diferente nesta gravidez, a vontade de gastar dinheiro é uma delas. Na primeira gravidez, fiz o teste de determinação de sexo fetal às 12 semanas, sabendo logo que era menino. Nesta, não me apetece gastar os 90€ do teste. É a vida! Ninguém disse que ser segundo era fácil. 

Para a semana voltamos com uns resultados de morfológica espetaculares e um feto bem desenvolvido. 

Espero.  

IMG_20191110_181722.jpg

E este pijama parolinho mais fofo que ainda aperta, hã? 

Desafio dos Pássaros #9

A luminosidade cegou-me através das pálpebras cerradas. 

Os lábios estavam gretados e em ferida. 

Sentei-me a custo, tendo consciência dolorosa de cada fibra que compunha o meu corpo. 

Estava nua, mas inexplicavelmente isso não me provocava incómodo ou pudor. 

Não havia ninguém, tinha a certeza disso. Ninguém me veria despida. 

Estava sozinha. 

Ao meu lado, como se ambos tivéssemos naufragado de um qualquer navio fantasma, jazia um pequeno cofre de madeira velho e carcomido em algumas zonas. Na tampa tinha gravado a palavra "Memórias". 

Instintivamente abri-o. 

Quatro rostos sorridentes olhavam para mim através de uma fotografia. 

Não os reconheci. 

A rapariga loira de olhos castanhos, com rosto sardento era-me familiar, mas não consegui identificar de onde. No verso da fotografia podia ler-se: "Verão '79, Barcelona". 

Peguei na fotografia seguinte: um casal novo, dos seus vinte e poucos anos, felizes e sorridentes. Não tinha nenhuma legenda no verso. 

Seguiram-se mais de uma dezena de fotografias. De bebés gorduchos a crianças desdentadas. De adolescentes com borbulhas a noivos de fato de gravata. Universitários na cerimónia de entrega de diplomas, estudantes no primeiro dia de escola. Mais bebés. Diferentes dos primeiros, mas com traços familiares deles nos olhos, no nariz e no queixo. 

Eram fotografias de família.  

Talvez o mar as tivesse trazido para esta praia. Talvez já cá estivessem quando eu aqui cheguei. 
Guardei novamente as fotografias no velho cofre de madeira. 

Coloquei-me de pé a custo e observei a linha do horizonte de água infinita. 

Talvez um dia aparecesse algum barco para me vir buscar. Talvez um dia conseguisse sair daquela ilha. Ou talvez ficasse ali para sempre. 

Sem pensar em mais nada, mergulhei nas águas calmas e ali me deixei ficar, a flutuar. Deixei de sentir o sol nas pálpebras, os lábios gretados e o corpo dorido. Apenas uma paz que ocupava cada poro do meu ser. 

Desfrutei daquela serenidade tanto quanto pude, decidindo que procurar o dono daquele tesouro de imagens mais tarde. 

Talvez o encontrasse do outro lado da ilha... 

 

 

 

Carta aberta ao meu país

Querido Portugal,

Não sei se já almoçaste, espero que sim, com aquela missiva que recebeste anteontem aposto que ficaste com vontade de fazer jejum intermitente. Se precisares de nausefe apita, tenho um stock jeitosinho...

Portugalito, antes de mais, deixa-me agradecer-te: foi graças à educação que me proporcionaste, que percebi, quase na primeira linha, que aquilo não era um artigo de opinião. Era uma composição da quarta classe de um miúdo que, claramente, copiou e adaptou o discurso do pai, administrador de condomínio do prédio XPTO onde vive.

Obrigada pela minha professora de Filosofia que tanta paixão tinha pela carreira, conseguiu pôr 16 marmanjões e 1 molusco a raciocinar e usar esse músculo tantas vezes esquecido: o cérebro.
Não te vou agradecer a professora de inglês do 7°ano, porque não ensinou que se diz "àpple" e não "aiple", mas agradeço todas as de português que sempre batalharam nas vírgulas antes das conjunções coordenativas adversativas, bem como no crime que é a separação com vírgula do entre o sujeito e o predicado.

De seguida, querido País à beira mar plantado, quero agradecer-te a saúde.
Não, não te vou mentir: tens de te esforçar e melhorar muita coisa. O SNS é um caos e o sistema onde está inserido é um edifício em ruínas. Contudo, nem tudo é negro e eu acredito mesmo que o coração da saúde, o humano, é bem capaz de suplantar a tinta descascada e o buraco no tecto do hospital de Gaia. Podia ser melhor? Podia. E vai ser. Só tens que te esforçar um bocadinho mais, ouvir um bocadinho mais e vir um bocadinho mais o terreno.

Ainda nesta área, obrigada pelo respeito e dignidade com que tratas quem decide, seja porque motivo for, interromper uma gravidez. Falta a eutanásia, mas lá chegaremos. Isso e tornar as vacinas obrigatórias de uma vez por todas. Com calma, eu acredito em ti.

Ainda na minha humilde lista de agradecimentos, constam os políticos. Obrigada pela interminável novela mexicana partidária com que nos presenteias de vez em quando. Obrigada pelos stand ups de comédia gratuitos que são os discursos eleitorais. Obrigada por transformares, tantas vezes, a Assembleia da República num reality show de horário nobre. Não fosse isso e grande parte dos humoristas ficava sem trabalho, mas tu pensas em tudo e não queres que nos falte nada, meu bom amigo.

Agradeço ainda, sem ponta de ironia, a liberdade.
A liberdade de dizer barbaridades com 17 anos, num dos maiores jornais digitais da atualidade e a liberdade de poder refutá-lo e ridicularizá-lo nesta publicação. A liberdade de dizer que o Estado Novo faz parte da história, do qual Salazar foi um governante imponente, mas que não foram tempos gloriosos e que não o queremos, de todo, de volta.
A liberdade para escolher ter um filho sozinha, para abortar, para adoptar numa relação homossexual, para trocar de sexo, para aumentar as mamas, para pôr o glúteo na nuca ou para forjar umas pestanas capazes de provocar furacões na Tailândia.

Acima de tudo, Portugal, obrigada pela internet, pelos jornais digitais e pela informação que rapidamente me entra pelos olhos adentro. Mesmo que às vezes seja uma merda.

Em nome dos Descobrimentos, das batalhas perdidas e dos tratados assinados,

Amén!

A vingança #Amor Proíbido

Paraíso. 

Soube que estava no céu assim que o viu. 

A imagem que trazia guardada na memória, gasta e envelhecida, não fazia jus à sua figura. 

O cabelo negro, levemente ondulado. A tez de pele morena, imaculada, uma barba perfeitamente aparada. Os olhos negros, como duas azeitonas reluzentes, brilhavam quando lhe retribuiu o olhar. 

Era por ele que ali estava. Só por ele valeram os anos de espera para chegar àquele instante em que o tempo pára e tudo parece fazer sentido. 

- Nunca pensei que conseguisses! - disse-lhe por entre lágrimas, num abraço apertado. 

- Por ti, tudo! 

Demoraram-se naquele primeiro encontro, entre risos e gracejos, sempre de mãos dadas, com cumplicidade que caracteriza os grandes amores. 

- Como vamos fazer com o teu pai? 

Finalmente verbalizara a pergunta que tanto lhe perturbava a mente e tantos pesadelos lhe causou. 

Aquela era a pedra no sapato deles. 

- Terá de se habituar. Eu já sou crescidinho... Os tempos mudaram, até para quem vive eternamente. Em última instância, podemos sempre mudar de lugar, um sítio mais quente... Ou não queres, 'Dolfinho? 

- Por ti, Jesus, tudo! Até o vale dos judeus ou o campo de trabalhos forçados eterno. Ao teu lado, meu querido judeu primogénito e amado, qualquer balneário a gás é o paraíso. 

 

 

 

Vender pentes a carecas

Semana passada, no Desafio dos Pássaros, o tema era, basicamente, vender uma compota de abóbora com amêndoa como máscara capilar.
Faz sentido?
Absolutamente nenhum.
O objectivo era precisamente não fazer sentido, conseguir vender um produto para um fim parvo e algo descabido, tendo perfeita noção de que se estava a enganar o cliente.
Hoje, vejo a Rita Pereira a vender um creme reafirma te da Prozis.
Repito: a Rita Pereira a vender um creme reafirmante.
Faz tanto sentido como eu ter impingido dois frascos de compota de abóbora com amêndoa para a Constança usar como máscara capilar.
Foi exatamente por isto que inventei aquele tema: a malta compra tudo, desde que seja bem vendido e algo descabido.
Nada contra a Rita Pereira (a não ser aqueles presuntos com cura de 18 meses em agachamento isométrico), nada contra os contratos publicitários com a Prozis (menos quando nos enfiam aquilo olhos dentro publicação sim, publicação não) e muito menos nada contra cremes reafirmantes (também há acredite que Deus, por isso... ).
Agora, a Ritinha que não me venha esfregar com cremes nojoslhos que aquele rabo é fruto de muito suor, horas em de dor no glúteo e muita água nos rins - e não é da água benta.
Comprem lá os cremes à pequena, mas pelo menos, saibam que não vão ficar com aquele rabo esculpido pelo demónio dos lunges.

E compota de abóbora para cabelo, alguém quer? 🙄

Tema #8 - Carta para a criança que foste

Querida Daniela, 

Não tenhas medo. 

Não tenhas medo de ser desengonçada, que gozem contigo por teres três pés esquerdos ou que se riam da tua passada enquanto corres. 

Ninguém é perfeito, ninguém faz tudo bem e ninguém quer que sejas perfeita. Vais descobrir que o humor é um forte aliado e, antes que gozem contigo, serás tu a fazê-lo. Vais rir muito de ti e isso vai dar-te a altura que não tens e encobrir a coragem que te falta. 

Nunca te envergonhes de ti, das tuas tropelias e das tuas asneiras: a genuidade é coisa rara nos dias que correm e ser ainda algo que muito boa gente não aprendeu. 

Deixa-me, contudo, alertar-te: nem toda a gente vai gostar de ti. Não fiques triste e não tentes bater no ceguinho para ele ver como és fixe. Isso é ser parvo e perder tempo. Não sejas parva e não percas tempo. Quem estiver contigo, vai fazê-lo porque gosta genuinamente de ti não porque te quer agradar. 

Da mesma forma, não estejas do lado de alguém só para lhe agradar ou porque não gostas de ser desagradável. Não faças com os outros o que não gostavas que fizessem contigo, mesmo que isso te afagasse o ego. 

Vais aprender muito ao longo da tua curta vida. Como num prato de degustação, guarda o melhor para ti. À informações que nem toda a gente precisa de saber, por vezes basta a superficialidade e só ela já será suficientemente difícil de engolir para quem a ouve. 

Não duvides de ti. Nunca. És mais forte do que aparentas, mais inteligente do que te julgam e com mais estofo do que o teu estômago julga. Se algum dia duvidares disso, volta atrás no tempo e lembra-te dos papões que transformaste em pilhas de roupa lavada e cheirosa, devidamente arrumada nas gavetas da memória. Não foi um trabalho fácil, mas será algo que te permitirá, no futuro, consultar o passado sem grande dor e sem o peso da revolta. 

Não compres guerras que não são tuas. Não herdes quesilías que não te envolveram. Não culpes ações por situações que não viveste. 

Mantém sempre presente que o passado e as memórias fazem parte de cada personalidade e que dores, por muito que nos doa, não se comparam nem se medem como farinhas para um bolo. 

Por fim, minha querida, o teu pior medo, aquele que guardas só para ti e que insistes em nunca verbalizar, vai tornar-se  real. Não o temas, não lhe faças frente, não culpes ninguém. Ele vai levar-te tudo o que tens como certo, mas vai também ensinar-te a desenvecilhar sozinha. Vais ficar sozinha, mas vais perceber que não tens que estar sozinha e que há muros em que um pequeno empurrão para passar o outro lado é bem vindo.  

Não negues ajuda quando precisares dela. Não queiras levar a carga toda sozinha, deixa os super heróis para a Marvel. Não é vergonha cair e precisar de ajuda até conseguir equilibrar os joelhos. 

Sê grata, não sempre, mas para sempre. Por quem tens contigo, porque tem ensina todos os dias, pelo que ja aprendeste, por tudo o que te ainda te falta descobrir. 

Acima de tudo, lembra-te: mesmo no meio do caos é possível encontrar resteas de felicidade, humor e motivos para rir. Não tenhas medo de rastejar para os encontrar, são eles que vão valer a pena. 

2018624_192119549.jpg

Sê feliz, nem que seja só um bocadinho, todos os dias. 

Diário de uma grávida #19

Já sinto, por vezes, o feto a mexer cá dentro. 

Fico derretida quando isso acontece, mas depois lembro-me que, correndo tudo bem, vai crescer, passar de gramas a quilos e vou levar biqueiros no fígado e nos rins. Mal posso esperar!

O meu apetite normalizou ligeiramente, mas há dias em que passava bem sem almoçar ou jantar. Isso irrita-me um bocado, porque se há coisa que adoro nesta vida é enfardar como uma alarve em vias de extinção. Tudo bem, temos sempre a sopa e as tostas mistas. 

Estou menos irritadiça em casa, o que é fixe para o homem e péssimo para os fornecedores do trabalho. Alguém tem que servir de saco de boxe, não é verdade? 

Os teóricos das gravidezes insistem que a líbido aumenta neste trimestre. A maioria das grávidas sente isso mesmo. Já eu estou em crer que minha quinou de vez e já lhe celebrei a missa de 7º dia com o único cacete que me apetece ver à frente: o de regueifa. Com manteiga e ligeiramente torrado. 

Modos que é isto. Continuo com o cérebro feito em papa cerelac com três dias, mas cá me vou arranjado com as notas do telemóvel. E os post its para não me esquecer de ver as notas do telemóvel. E o homem para lembrar dos post its que me lembram as notas do telemóvel. 

Para a semana chegamos a meio! YEAH! 

IMG_20191031_134408.jpg

 

 

Obrigada, Sapo

... Por quase ter cuspido metade do café e ter afinfado duas lamparinas bem aviadas no ecrã do telemóvel, assim que entrei na plataforma. 

Bonito. 

A quem envio a conta do visor partido? 

(Sim, tenho mão pesada. Para alguma coisa que haveriam de servir os treinos. 😛)

Diário de uma grávida #17 e #18

Esta semana há Diário a triplicar, porque isto atrasou comó caraças. 

Saem hoje as duas últimas semanas e lá para quarta feira a semana actual. É muita gravidez, eu sei, mas se eu aguento, vocês também. Sejam fortes. 

#17 

Estivemos de férias nesta semana. Fomos buscar o carrinho - cortesia de uma amiga que tinha um trio parado - e vi-me à nora para desmontar aquela treta. 

Junto com o bólide de Pequena Bola D'Unto, a amiga enviou "algumas roupinhas que tinha em casa". 

Desconfiem sempre quando uma mãe vos diz "algumas roupinhas": são sempre toneladas. Fora todas aquelas que ainda tenho do irmão mais velho, estou em crer que só aquelas "algumas roupinhas" davam para vestir uma pequena aldeia de bebés africanos. 

Aumentei 2 kg de peso, desde que engravidei. Atrevam-se a dizer que é pouco e levam com um haltere equivalente no mindinho do pé. Alvitrem que é óptimo de deviam vomitar os pequenos almoços. Todos os dias. 

Como podem ver, o meu humor está espetacular. 

Prevê-se que seja uma gaja. Nada de novo, sempre disse isto, mas caso se confirme na morfólogica, aviso logo a cachopa  do fado que a espera: vai usar a roupa do irmão até à adolescência. 

Comprei-lhe a primeira farpela. Cheia de laços e folhos. Se se confirmar que é gaja, vai ser uma pirosona. 

Lembram-se dos meus probióticos? 

Sôtora diz que, passo a citar "Tomar e não tomar é igual ao litro. Mas mal não faz, se sente bem continue." 

Chorei baba e ranho pelo guito que larguei na farmácia à conta dos ditos. 

Depois tomei nausefe. 

#18 

Sinto-me enorme e ligeiramente menos bipolar, mas as pessoas, no geral, teimam em testar a resistência da minha paciência, sobretudo quando me fazem a mesma pergunta, 78 vezes ao dia: "tens a certeza que é só um?"  

Não, não tenho. Nem eu, nem a ecografista, nem a ginecologista. Estamos às aranhas. Ou aos bebés.

Pela 7992 vez: é só um. 

Como disse, o meu humor melhorou, tal como a energia. Não está nos píncaros de antigamente, mas também não anda em valores negativos. Muito às custas dos treinos para onde me arrastei qual carcaça de lontra albina, mas a verdade é que o contrabalanço de energia é palpável. Pelo menos para mim. Vou esforçar-me por manter este mínimo de 2/3 vezes/semana até ser expulsa por mau feitio. Rezem por eles, eu já não tenho solução. 

Por falar em exercício, era capaz de me habituar a esta vida fit de grávida. Sempre tudo cheio de paninhos quentes "ai, cuidado, não pegues nesse peso, olha o outro mais leve", "não levantes, está bem? Mantém sentada e ritmo constante (Cycle)". Habituava-me a esta vida, na boa. 

O problema é que me apetece sempre revirar os olhos quando quero fazer como os restantes e me ordenam o contrário. Fico danada. Depois sinto os pulmões e agradeço aos céus as benesses de prenha. A malta nunca está bem. 

Para compensar os atrasos, duas fotos da pança. 

IMG_20191025_091830.jpg

IMG_20191025_133240.jpg

Voltamos quarta. 

 

31 e eu ainda não sei...

 

- Fazer uma pilha panquecas sem parecerem o ground zero do worl trade center.

- Manter as camisolas dobradas e alinhadas nas gavetas

- Falar a sério de coisas sérias

- Usar cola sem colar o indicador e o polegar

- Emparelhar meias sem sobrarem peúgas

- Tirar nódoas de chocolate

- Comer laranjas sem salpicar tudo num raio de 67km2

- Seguir receitas simples

- Seguir receitas elaboradas

- Fazer um eyeliner perfeito sem parecer que sofro de Parkinson

- Atinar com os programas da máquina de secar

- Abrir um frasco de picles

- Fazer agachamentos laterais sem me sentir um totó com pernas ao contrário

- Caminhar em cima de tacões sem parecer a Barbie sem articulações

- Usar um descascador

- Gostar de grão de bico

- Fazer tríceps com disco e bola de pilates, encostada a uma parece com elevação da bacia. (Não perguntem, ok?)

- Manter ervas aromáticas vivas durante muito tempo

- Engolir compridos apenas com 1 gole de água

Pode ser que aos 32 a coisa se dê.