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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Afinal, não fui eu!

Eu sabia! Eu sabia que não tinha sido eu a estragar a parede! Uma pessoa é desastrada e, pumbas, arca logo com as culpas.

Ontem, mal cheguei a casa, espreitei o quarto, só para tentar perceber se já lá tinha estado mais alguém ou não. A minha surpresa quando lá entro: já nao havia riscos na parede. Desapareceram. Evaporaram-se. A parede estava impecável, como se nunca tivesse estado magoada. Se eu não tivesse visto bem, nem tivesse andado de volta daquilo a tentar limpar, ia ficar a pensar que tinha sonhado. O que só me comprovou uma coisa: não tinha sido eu a transformar a pintura.

Ao jantar, tentei abordar o assunto de forma subtil:

 

- Foste tu que estragaste a parede do quarto? -acusei, quando a culpa não é nossa não há cá falinhas mansas. É entrar a matar.

- Fui.

- E como fizeste aquela porcaria? Já viste como estava a parede? Depois ainda falas de mim, que não tenho cuidado nenhum e mais não-sei-o-quê. bem te disse que com tanto aviso, ainda eras tu a fazer asneira.

- O computador caiu abaixo da cama e bateu na parede. - confessou, a revirar os olhos com enfado.

- Eu sabia que a culpa não tinha sido minha!

- Por acaso, a culpa foi tua: senão tivesses deixado o portátil em cima da cama, eu não tocava nele, ele não caía ao chão e a parede nunca tinha sido agredida. - espertinho, a tentar desviar parte da culpa.

- Dormi toda santa noite com o pc no colchão e não o deitei ao chão. Tu, à primeira hora que tens cama livre, atiras com o ele contra a parede. E depois, eu é que sou desastrada...

- Pronto, não interessa, já está arranjada. - pois, quando são eles nunca interessa.

- Por falar nisso, como arranjaste aquilo? Eu tentei e dei quinéu à coisa. Ficou praticamente na mesma.

- Arranjando. - tão esclarecedor este meu homem. 

- Sim, mas como? Foi com água?

- Se eu te disser, vais fazê-lo quando fores tu a estragar a parede?

- Óbvio.

- Então não te digo. Assim és obrigada a contar-me e posso azucrinar-te a cabeça à vontade.

 

E é isto que uma pessoa atura! O que me vale é que vejo o Querido mudei a casa e tenho o Google sempre à mão. Oh, e claro as dicas valiosas que me foram deixando no facebook. Muito obrigada!

 

Estou feita ao bife

Eu já não o podia ouvir. Todos os santos dias, mal transpunha a porta de entrada, lá o ouvia a gritar dos confins da cozinha:"Cuidado com as paredes!" Não pessoas, ele não estava preocupado que eu magoasse ao embater numa parede, nem tampouco me estava a chamar gorda. A única preocupação do homem eram mesmo as paredes que haviam sido pintadas há cerca de 15 dias.

Eu sou pessoa desastrada, que sou, mas como raio conseguiria estragar paredes é coisa que ainda estava para perceber. Até entrar hoje no nosso quarto: no imaculado salmão de uma parede, mesmo no fundinho junto ao chão, lá estavam os miseráveis de uns riscos pretos.

Rais parta o homem! Tanto agoirou, que alguma parede haveria de aparecer estragada! E tinha que ser logo a do MEU lado cama! Como fiz aquela bodega, é coisa que ainda estou para perceber. Talvez tenha sido com o portátil, não faço ideia. Sei que o homem ainda não sabe (bico fechado estão a ouvir? Ele não lê o blogue, portanto se vier a descobrir, vocês serão os culpados), e rezo a todos os santinhos para que não vá ao quarto antes de eu chegar a casa e tentar remediar o irremediável. Pelo sim, pelo não, deixei as portadas fechadas, mas podemos sempre contar com a electricidade, não é verdade?

Já tentei limpar a parede com um pano húmido, mas a porcaria teima em fazer-se notar. Ainda me passou pela mente ir buscar um bocadinho de tinta igual à garagem e retocar aquilo, mas tive algum receio de fazer lodo... O que, convenhamos, não seria improvável.

Preciso desesperadamente da vossa ajuda.

Alguém por aí sabe como limpar paredes de forma eficaz e rápida? Algo que não precise de livro de instruções, não desbote a cor e fique impecável, já agora. Alguém? Por favorzinho? Ajudem lá a grávida a não pernoitar com os canídeos, não é que não lhes aprecie a companhia, mas gosto do meu colchão.

O estranho caso das pipocas

Andava eu a passear por essa blogosfera fora, quando reparo na quantidade de pipocas que lá moram.

É a mais doce, que também tem mais dois, a mais picante, e a arrumadinha. Ah, e porque à que agradar ao palato de todo o freguês, ainda há o mais salgado (é verdade, parece que também há pipocos... E eu a pensar que o milho não tinha género! Santa igorância!)

Caramba, isto é que é auto-estima! Podiam ser só doces, salgadas ou picantes, mas não, são mais qualquer coisa. Aqui só mesmo a arrumadinha mantém a modéstia e não se intitula de mais arrumada. É só arrumadinha, pronto. Gosta de ver ali tudo certinho e tal, mas nada de exageros, nada de ser a mais arrumadinha, que isso de lides domésticas dá muito trabalho e com certeza que a sua casinha (a real, não a blogosférica) já lhe dá que fazer nesse sentido. Ou então, pode ser a pipoca da vergonha, aquela que fica sempre para o fim, arrumada na taça e ninguém lhe toca, mas na realidade estão todos mortinhos por lhe pôr o dentinho. 

Tanta pipoca, fez-me lembrar o Snoopy. Na minha rua, quando era mais nova, havia tanto Snoopy (ou Snupe, como diziam os velhinhos) que cheguei a equacionar hipótese de se tratar de uma epidemia. Digam-me, foi assim que surgiu tanto milho estalado? Foi uma epidemia? Um vírus? Foi moda que pegou, assim como as popas nos anos 80? Hmmm, talvez. Ainda assim, e no meio de tanta pipoca-mais-qualquer-coisa, saliento que faltam: a mais rápida, a mais lenta, a mais saltitante, a mais caramelizada, a mais amanteigada e a mais achocolatada. Quem diria que haveria tanta qualidade de pipoca! Estou, deveras, surpreendida!

 

Pequena nota:  este texto refere-se única e exclusivamente aos nomes dos blogues e não ao seu conteúdo.

 

 

 

 

Estar grávida é #4

Descobrir novos melhores amigos

 

 

Quase todos com elásticos.

Nunca, mas nunca, me passou pela cabeça que uma grávida tivesse tantos apetrechos. Ele é cintas, ele é meias de descanso, ele cremes para isto e para aquilo, ele é os exames e toda uma catrefada de papeis que devem-sempre-andar-connosco. E ainda não cheguei à fase de preparar as malas para a maternidade. (Fartam-se de me moer o juízo sobre este assunto. Talvez fale dele mais tarde.) ME-DO.

Adiante, dizia eu que tenho novos melhores amigos. Permitam-me que vos apresente dois dos meus parceiros diários:

 

As meias de descanso

 

 

Não são lindas? Begezinhas, cor-da-pele, combinam com tudo, com calças, calções, saias, vestidos, macacões e até leggins! Uma lindeza!
Ironias à parte, uso-as desde o primeiro trimestre e não quero outra coisa. Demoro uma eternidade a calça-las pela manhã, impediram-me de usar sandálias grande parte do verão, mas, meus amigos,  não à dinheiro que pague não chegar ao fim do dia com os pés de um ogre. Mesmo com meia, em dias mais quentes, lá incham um bocadinho, mas nada que se pareça com não usá-las. Pela parte que me toca, só não as levei a trabalhar comigo uma vez, jurei que nunca mais as deixava em casa. Prefiro suportar um bocadinho mais de calor - que na realidade não é assim tanto, é um hábito - do que ficar n vezes mais cansada ao final do dia. Além de que, previnem o aparecimento de varizes, o que é espectacular para quem tem um perímetro abdominal maior que a baleia azul.
Cinta de Gravidez
É tão linda quanto as meias de descanso, mas abençoada seja todos os santos dias. Faz parte da minha indumentária desde os 4 meses e, tal como as meias, nunca a deixo em casa. É daquelas peças que olhamos e ficamos a pensar "Mas que raio vai esta treta fazer?! Ainda por cima é feia que dói..." Posso garanti-vos: cinta é sinónimo de conforto. Quer se passe muito tempo de pé ou sentado (no meu caso, estou sujeita aos dois no local de trabalho), temos sempre a barriga sustentada e equilibrada. Noto diferença, por exemplo, na agilidade, como a cinta "levanta" mais a barriga,torna-se mais fácil caminhar ou agachar, por exemplo. Só é chato na altura de ir à casa de banho, mas já ouvi falar de umas que têm colchetes (tipo body), devem ser bem mais práticas.
Além destes, descobri também os cremes anti-estrias. Aqui, confesso-me mais preguiçosa, embora mantenha o ritual de me besuntar à noite. Descobri a Mustella 9 meses, logo no começo da gravidez e é a que uso desde então. É super fácil de espalhar, não cola e tem um cheirinho delicioso. Além do creme, vou intercalando com o óleo, por ser mais untuoso e, parece-me, ser absorvido mais rapidamente.
E por aí, mais alguém usou destas coisas giras na gravidez? Ou ficaram só mesmo pelos cremes, suas vaidosas?

Só eu...

Sou uma pessoa pouco dada a estrangeirismos, toda a gente sabe disso.

O meu cérebro renúncia de tal forma a informação que lhe é dada em estrangeiro que, há dias, numa conversa sobre séries reagiu desta forma:

 

- Game of Thrones é masterpiece. - elogiou o sujeito.

- Pois, a Guerra dos Tronos ainda não vi... Falha minha. Agora a outra, como é?, MasterPiece, não estou a ver quel é... Estreia este ano?

- ?????

 

E é isto... Eu bem digo que ter dois cérebros não ajuda em nada (entendi o é como um e), mas também porque teimam em entrangeirar diálogos?! Arre!

Não é português (mas podia ser)

Escutei há dias, na Antena 2, por mero acaso.

Fiquei de tal forma agarrada à melodia, que desacelerei a viatura, na expectativa de fazer perdurar os 3 minutos e 38 segundos de pura beleza.

Escutem, com toda a vossa atenção, e permitam-se levar, quem sabe por espaços ainda não alcançados, por este pedaço de arte em formato acústico.

 

 

Ólafur Arnalds, Ljósiõ

 

É, ou não é belo? :-)

Vale a pena pensar nisto

"Somos todos poeira das estrelas", Neil deGrasse Tyson, em Cosmos - Uma Odisseia no Espaço.

 

Somos tão pequenos, tão insignificantes seres que se julgam altamente evoluídos, no meio de um Universo tão grande, tão vasto e tão complexo, que não passamos disso mesmo: pó de estrelas que já nem sequer existem.

 

Vale mesmo a pena reservar 10 segundos do nosso ocupado dia para pensar nisto.

Constatações de fim de semana #2

 

Os padrinhos do pequeno texugo passaram por cá a deixar (mais) algumas coisas para sua excelência.

Depois de descarregar, literalmente, a bagageira e de colocar tudo mais ou menos no sítio, constato que:

 

1) O miúdo ainda não nasceu e a sua tralha já ocupa mais de metade da casa;

2) Não sei onde irei enfiar arrumar tanta coisa;

3) Isto ainda vai piorar...

 

É verdade, descobri imensa coisa este fim de semana. Mesmo assim ainda não descobri a América num copo de água, mas vou continuar a tentar!

É isto que nos espera...

Os bebés são uns fofinhos, não são?

E são tãaaao inocentes, sem maldade nenhuma, quais querubins que descem dos céus e passam a co-habitar connosco.

Em suma, são uns amores.

Vejam lá esta ternura de fotografia

 

.

 

 

 

Tão riquinho! Uma fofura que dorme pacificamente nos braços do seu adorado paizinho.

Até que...

 

 

 

Upss!!! Desculpa lá paizinho, aguenta aí que isto sabe meeeesmo bem!
E é isto a paternidade/maternidade....