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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Então, mas não se vê mesmo nada?

Senhora minha sogra foi operada. Calma, não se apoquentem, que a coisa, além de simples, correu pelo melhor.

Mas, dizia eu, a mãe do homem fez uma cirurgia ao pé direito. Durante a visita, quis saber detalhes (sim, sou um bocadinho curiosa com estas coisas), nomeadamente se lhe tinham espetado com anestesia geral, coisa que a mim me faz muita espécie.

 

- Não miga (tão fofinha a minha sogra! :), foi aquelas das grávidas, que nos dão nas costas. Como era pouca coisa não havia necessidade de levar a geral.

- Ah, mas isso assim é muito fixe! Então e falou muito lá com o pessoal no bloco? Como é que aquilo é? É muito frio? E eles falam muito? E estão sempre a falar da vida deles, como na Anatomia de Grey? - sim, tenho uma imaginação muito fértil e uma infinidade de "porquês" assim ao nível de uma criança de 5 anos.

- Não miga (já disse como é fofinha?:), eles põem uns calmantes no soro e vamos assim meios a dormir, meios acordados.

 

Oi? Como é que é? Então não se vê nada? Não se fala com ninguém? Não podemos perguntar o que estão a fazer e como estão a fazer?

É só para informar, senhores doutores cirurgiões e anestesistas, que se algum dia eu levar esta anestesia - para outros efeitos que não o parto - quero ir para o bloco acordadinha! Quero ver tudo e saber das vossas vidas enquanto lá estou a ser retalhada e costurada por vós. E quero um espelho no tecto, virado para a minha pessoa, para ir perguntando: "E o que estão a fazer agora?", "E isso para que serve?". Não vou alvitrar sobre o vosso trabalho, apenas pretendo ir satisfazendo a minha curiosidade. E não se preocupem, não sou pessoa de impressionar facilmente com sangue e assim. Aliás, a única vez que fui suturada, teria aí uns 6 anos e abri a testa ao bater contra uma sanita (um dia conto-vos esta aventura), fartei-me de pedir um espelho ao médico para ver o que me era feito. Claro que vi o meu pedido recusado e, como se não bastasse, ainda me colocou um pano verde por cima da cara - suponho que para me calar. Não resultou, porque eu, esperta como sou, fartei-me de resmungar que estava a sufocar.

Agora imaginem senhores, se eu com 6 anos, fingia sufoco só para ver aquilo que me estavam a fazer, o que não serei capaz de representar aos 20 e poucos anos e depois de ter visto 9 temporadas de Anatomia de Grey.

Não estou a ameaçar, só a informar.

Quando o mundo acorda mais pobre

Sempre que morre alguém, o mundo fica mais pobre. Pode não afectar o nosso directamente, podemos nem chegar a saber de tal acontecimento, podemos nunca ouvir falar do defunto, mas o mundo de alguém, de quem lhe era próximo, intimo de alguma forma, é terrivelmente abanado, destruído e, por vezes, sem hipótese de reconstrução.

Quando morre uma criança todo o Mundo empobrece. Todos perdemos sem sequer saber que estávamos a lutar ou qual o seu objectivo.

Ontem, o Mundo ficou mais pobre: a Leonor já não existe.

Era impossível ficar indiferente à sua história, não compartilhar a sua esperança, não aceitar o seu sorriso, não torcer por ela com todas as forças, não rezar pelo milagre que não aconteceu. Não consigo sequer imaginar a dor daqueles pais. Eu, que tenho um bebé a viver pacatamente no útero, só quero abraçar a barriga, fechar-lhe todas as saídas, mantendo-o lá dentro, onde vive sem ainda saber o que isso é, onde tem tudo e nada lhe falta, onde ainda não sabe o que é a dor, a doença e a morte. Quero-o lá dentro, na minha redoma, protegido. Desejo isso mesmo sabendo que tal não possível, e espero, fervorosamente, estar à altura de o proteger, sendo-lhe sincera, em tudo.

Quanto a ti, pequena Leonor, muito obrigada. Obrigada por teres ensinado, do alto dos teus pequenos 5 anos, que a verdadeira felicidade está nas coisas simples e pequenas, que a vida deve e pode ser vivida alegremente, sem dramatismos e sorrindo quando alguma lágrima teima em escorregar. É fácil viver, difícil é fazê-lo como tu escolheste e tão bem fizeste. Obrigada pequenina, por teres sido tão grande.

 

Se ainda não conhecem a Leonor, podem fazê-lo por aqui.

Estado com Graça #5

Algumas reflexões sobre este estado

 

Toda a gente vos diz que isto é lindo. Que isto é miraculoso (e se é, senhores, se é). Que isto é assim tudo muito fofi-fofi e bilu-bilu. E é. É tudo isso e muito mais. É para lá de espectacular, mas depois há, como direi, os danos colaterais... Aquilo que rapidamente se esquece, porque depois de nos enfiarem o pequeno ser nos braços, tudo para trás e imediatamente arquivado para os confins da memória. Assim, e porque isso ainda está a 87 (já?!) dias de me acontecer, deixo-vos algumas constatações sobre a gravidez, aos sete meses de gestação.

 

Perda de Campo Visual

 

Não caríssimos, isto não se resolve com óculos. O problema é mesmo a barriga que impede a visão da cinta para baixo. Ainda consigo ver os pés - embora chegar-lhes comece a tornar-se custoso - mas tenho que admitir: já não a vejo há algum tempo. Sim, falo dela, a porta de saída dos bebés. Há umas quantas semanas que não lhe ponho a vista em cima, tanto que não fosse o espelho a assegurar-me que está tudo no devido lugar, temia que se tivesse metamorfoseado noutra coisa qualquer.

 

Ter dois cérebros não significa ter mais rapidez de raciocínio

 

Estou (ainda) mais lenta. Mais lenta a pensar. Mais lenta a caminhar. Toda eu sou lentidão. Então se me envolvo em questões de grande profundidade lógica é um desgaste! Para mim, que pareço um desenho animado com um ponto de interrogação na cabeça, e para o outro que tem de explicar tudo como se fossemos lerdos das ideias.

 

Consigo ver o meu sistema circulatório

 

Tanto que da primeira vez que me apercebi disso corri a ver se homem via o mesmo que eu. Todas a veias desde os ombros até ao baixo ventre estão visíveis. E são tantas! Credo, pareço um boneco de estudo de anatomia! Ou o mapa das estradas de Portugal, com trilhos pedonais incluídos. Diz que é normal, devido ao aumento do fluxo sanguíneo (pesquisei no Google), mas o que é certo é que já anotei na agenda a pergunta para a senhora doutora. Não vá eu estar a transformar-me em qualquer coisa desconhecida e ser um achado clínico.

 

Nunca tenho o que vestir

 

É o drama do mulherio, eu sei, mas numa grávida é 365x pior. Os vestidos são os melhores amigos é um facto, mas comer sempre batatas com bacalhau é uma seca! Tudo quanto sejam calças, calções e afins dão uma trabalheira danada! Arrependo-me sempre que os visto. Não acreditam? Vou descrever-vos uma simples ida à casa-de-banho, vestida com um macacão: despe macacão (não esqueçamos que é uma peça única); desce cinta (abençoada seja todos os dias); desce cuecas; faz o que lá foi fazer; sobe cuecas; sobe cinta; ajusta elásticos da cinta; veste macacão. Ufa! Que caseira! Ainda por cima, se o miúdo se alojar em cima da bexiga, quando acabar, é provável que esteja pronta a recomeçar.

 

No meio de toda esta canseira, ainda consigo arranjar tempo para ler à criança!

Coisas boas, bonitas e úteis, como podem ver. =)

 

 

Sim, tenho uma barriga gigantone.
E não, não me importo nada com isso. ;-)

 

 

 

É quase Natal

O verão ainda não acabou, as minhas férias ainda não chegaram, a minha criança ainda não nasceu e eu já penso no Natal. Como dizem os antigos, "do S. João até ao Natal vai um saltinho de pardal". Pardalito já deu meio salto, e já falta mesmo muito pouco para aquela que é uma das épocas mais bonitas do ano.

Se é muito cedo para se pensar no assunto? Não me parece, sobretudo para quem gosta de pensar no que oferecer (quer se queira, quer não, o Natal, resume-se, e muito, às oferendas). E porque sou moça despachada, vou começar já a minha lista, esperando facilitar a vida de quem, como eu, tem montes de humanos para presentear.

Claro que se tratam de coisinhas que eu quero, mas se puder ser útil a alguém, tanto melhor.

Nos entretantos, e ainda antes do Natal, faço anos. Sem pressão, só estou a lembrar.

E é verdade, ó homem, não te esqueças do nosso aniversário de casamento. =)

 

Por hoje ficam os desejos literários (malvadinhos vocês, hã? Aposto que pensaram logo em malas e sapatos)

 

 

 

 

 

"Sob o mais alto nível de confidencialidade, o Governo norte-americano possui uma lista dos nomes que podem pôr em risco a segurança do mundo. É a chamada Lista da Morte, liderada por Pregador - um radical islâmico que, através dos seus sermões, inspira os seguidores a matar destacados alvos do ocidente, em nome de Alá." - Circulo de Leitores.

Parece-me interessante e viciante. Tudo bons adejectivos para um livro.

 

 

 

 

 

 

"Acutilante e actual, Fortaleza Vermelha abre-nos as portas para este palco (o Kremlin) de acontecimentos cruciais para a Rússia, onde reside também, afinal, o coração da própria história de um país". - Circulo de Leitores

Dado toda esta salsada actual da Rússia, quanto mais os conhecer, melhor.

 

É tudo.

Por hoje...

Angelina Jolie casou! (Mas não sem antes dar um pulinho ao Ikea)

 

Eu sou fã do Ikea, que sou, mas há limites!

Gosto dos seus sistemas de arrumação, onde se arranja sempre mais um cantinho para pôr a tralha,  mas seria incapaz de me inspirar lá para o vestido de noiva.

Aparentemente, Jolie, moderna como é, resolveu poupar uns trocos no seu vestido e reutilizou o tecido que adquiriu no Ikea para decorar a mesa de refeições (e entreter os putos), lá na sua mansão.

Não acreditam?

Vejam e depois digam-me se não é tal e qual.

 

 

 

O tecido do Ikea. Muito útil para entreter a canalha.

 

 

E o vestido de Angelina. A única diferença é que o dela já está pintado.

 

 

Que mulher moderna, hã?

 

(Sim, eu sei foram os catraios dela que pintaram. A ideia até podia ser fofinha (eu não acho, tanta coisa para decorar num casamento e haviam logo de se lembrar do vestido), mas o efeito final ficou horrível. Além do tecido do Ikea, faz lembrar um muro branco, acabadinho de pintar, vandalizado com grafitti.)

Vê-se logo que é português #3

Pequeno Mário, diz quem percebe, já escuta. Escuta o trabalhar das entranhas da mãe, o arrulhar lamechas do pai e todo este mundo estranho cá fora.

Sua mamazita, que não quer que lhe falte nada nesta sua vida, tem-se preocupado em dar-lhe boa musiquinha para ouvir.

Ele é Rodrigo Leão, Madredeus, Clã, Amália, Camané, Diabo na Cruz, Virgem Suta e outros que tais, todos tugas, que estrangeirada (e que há bem boa, há, mas lá chegaremos) terá tempo de conhecer.

Por hoje, iremos escutar Noiserv.

E é tão bom, tão bom, que partilhamos convosco.

Prestem atenção e deliciem-se com o vídeo. =)

 

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