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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

É assim senhores do Sapo,

é a segunda vez que estou em destaque (obrigada, obrigada, obrigada), num curto espaço de tempo (beijinho, beijinho, beijinho), com a etiqueta UPS.

Ora, isso não está certo. Tá bem c'uma 'ssoa é destrambelhada sujeita às mais espetaculares aventuras, mas não há nada mais... Uépa! Sei lá, Aventuras Mirabolantes, Peripécias Magnânimas, algo mais... Supimpa, estão a ver?

Vá, pensem nisso. Ou então mudem o fundo para cor de rosa. Choque. E coloquem uns sapatos, de salto. Tudo fica melhor com sapatos de salto.

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Só eu... #6

Continuação

Naquela pequena confusão de espelho partido e pé atropelado, juntou-se um pequeno grupo de pessoas à nossa volta, entre elas, o Xô Presidente da Junta de Freguesia lá do sítio que, após a troca de contactos de promessas de ida ao hospital, se prontificou a ajudar-me.

- Queres ajuda Caracol? Que te apoie?

WTF? Já não chega este monte de gente aqui, serem três horas e a loja estar fechada e ainda me queres dar o teu ombro? Poupa-me a essa vergonha.

- Não, obrigadinha Xô Presidente. Eu vou sozinha.

- Mas vais à urgência, não vais?

Chatos, pá!

- Vou, vou. Claro que sim.

E fui.

Oito dias depois do acidente.

O pé estava da cor do crude, ainda estava dorido e, apesar de não me parecer ter nada partido, achei prudente dar um salto (ao pé cochinho) à urgência.

- Qual o motivo da sua vinda? - pergunta a recepcionista.

Oh, sabe, fui atropelada na semana passada...

- Tenho aqui um problemazito num pé...

- Que tipo de problema?

Aquele que pode surgir depois de lhe passar um carro por cima...

- Foi atropelado.

A senhora ergueu pela primeira vez o olhar na minha direção.

- Na semana passada. - continuei ignorando o sobrolho levantado - Parece-me tudo bem, mas como ainda está um bocadinho dorido, achei melhor passar por aqui.

Depois de digerir a informação, mandou-me aguardar para a triagem e desejou-me as melhoras.

Já na triagem, o enfermeiro questiona o mesmo:

- Então, que a traz por cá?

Sê sincera. Não estejas com historinhas.

- Tenho receio de ter alguma lesão no pé. Passou-lhe uma roda de um carro por cima na semana passada... Eu sei que devia ter cá passado mais cedo, mas como ainda me dói um bocadinho...

- Pois devia, nestas coisas não devemos facilitar. Mas diga-me, que tipo de carro foi?

Hã? Para que é isso relevante ao caso? Hmmm. talvez tenha a ver com o peso do veículo...

- Um BMW. - respondi, enquanto o enfermeiro prosseguia o seu raciocínio face à minha hesitação:

- Um carro de bebé, de mão...

Juro, quase ouvi o click quando assimilou a informação que tinha afiançado.

- Ah, foi mesmo um carro!

- Sim, foi mesmo um carro!

- E não veio logo? Fugiu o sacana?

- Hmmm, não. Não vim porque achei mesmo que estava tudo bem, que era só pisado. Só que como ainda está dorido... O senhor foi impecável. Tenho o contacto, caso seja necessário alguma coisa.

Avaliou o meu ferimento e no final:

- Deixe-me que lhe diga, teve muita sorte. Não parece estar partido, ou ter uma lesão maior, mas vamos fazer um raio x para certificar.

- Ok.

- Para a próxima não espere tanto tempo, venha logo. As melhoras.

- Obrigadinha. Não tenciono repetir a façanha.

Finalizada a radiografia - e saliento a dedicação de profissionalismo de quem me atendeu naquela ida à urgência - não tinha mesmo nada partido, só pisado. Segundo o ortopedista - que, minhas amigas, era uma brasinha, quase valia a pena atropelar o outro pé - era normal ainda estar com dores, afinal tinha sido uma grande pancada. Nada de pomadas como Trombocid ou Hirodoid, porque e passo a citar: "não fazem nada a não ser dilatar os vasos sanguíneos, provocando mais dor e aumentando o edema" (fica a dica!;) Recomendação apenas para um analgésico e gelo, muito gelo, caso acontecesse algo do género outra vez.

Terminou bem esta história, fiquei sem lesões de maior, o inchaço e pisado ainda demoraram a sarar, mas nunca mais repito.

O mesmo já não posso dizer na sandália: ficou com a sola partida. Mas salvou-me o pé a fofinha. =)

 

Desafio - Uma paixão chamada livros #18

Livro do qual nunca me irei separar

 

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Não pela história, que é bonita e vale a pena sim senhor, mas sim por quem e como me foi oferecido.

Foi um dos primeiros romances que a minha mamazita me ofereceu, pelo meu 16º aniversário.

É especial. Foi dado por alguém ainda mais especial, numa altura em as paixonetas eram passado e estava 100% dedicada aos estudos. Foi o primeiro romance romântico que li e ainda consigo sentir a excitação, o contentamento. Fiquei algum tempo só a contemplá-lo. A folhear, a sentir o cheiro a novo.

Infelizmente, cometi o grave erro de ver primeiro o filme. Quando cheguei ao final, achei que faltavam páginas, afinal  homem morria por causa de uma carta? A uma mulher falecida? Nada de nobre, como salvar uma família em apuros no alto mar? Fiquei desapontada. No entanto, acabei por perceber que faz mais sentido assim. Toda a trama, todo o desenrolar da história o leva para lá, se fosse de outra forma, não faria tanto sentido.

É a minha coqueluche literária. =) 

 

Só eu... #5

Depois de várias peripécias com o saudoso Fiat Punto de '99 (que podem ler aquiaqui e aqui), lembrei-me, ou melhor, a Chic lembrou-me, após uma aventura sua que envolveu o pé, o hospital e um creme, desta minha aventura.

Pois bem, a minha envolveu também um pé, também o hospital mas algo mais... pesado, em vez de um creme.

Antes de mais, deixem-me emitir o seguinte alerta, não vão crianças ler isto e achar que é sempre assim: não façam isto em casa. Nem na rua. Nunca, jamais, em tempo algum, sigam os meus passos.

Prossigamos então para  o dia em que atropelei um carro. Só com um pé, hã? Muita forte eu.

Estava atrasada para o trabalho, já na queima, mesmo em cima da hora, cheia de pressa, vá de verificar bem se podia atravessar, olho para um lado, daqui posso, olho para outro, daqui vem dois, volto a verificar do lado oposto e ok, continua livre, passam os dois carros e vá de começar a atravessar a rua. Só que... Não vi o terceiro carro. Vi a mala que trazia na mão esquerda voar à minha frente (mas apanhei-a com a direita ainda antes de bater no chão. Tenho ótimos reflexos), ouvi um retrovisor a partir e senti qualquer coisa no pé direito.

Ok, penso eu, estás fora da passadeira, partiste o espelho a um carro com a mala... FOGE, antes que perceba que foste tu.

Um péssimo pensamento, eu sei, mas foi a primeira coisa que me ocorreu. E lá fui, tentando escapulir-me atravessando a rua a correr tanto quanto as minhas sandálias de salto me permitiam.

- Ei! Menina? Está bem?

Raios, pá! Afinal, o gajo viu que fui eu!

- Estou. Peço desculpa, não o vi. Parti-lhe o espelho, mas fique com o meu contacto que pago-lhe o arranjo - fui dizendo enquanto o maxilar inferior do sujeito ia descaindo.

- Mas... O espelho? Mas... Eu também não a vi... Tem a certeza que está bem? Eu acho que lhe passei por cima do pé...

E nisto olhamos para o meu pé, que estava de facto um bocadinho escuro.

Ah, ah, afinal foi isto que senti! Boa Caracol, partes o espelho ao gajo e ainda mandas um valente biqueiro na roda! Não podias ter melhor pontaria!

- Se calhar é melhor leva-la ao hospital, isso dá a ideia de estar a ficar pisado.

Hospital? Mas o homem está doido? Eu estou sozinha na loja, não dá jeito nenhum. E já passa da hora...

- O quê? Isto? Não, isto é só sujo. De certeza que foi quando acertei com o pé no pneu. - Aleguei, sacudindo algum pó do pé, mas apercebendo-me que, afinal, não era só sujidade.

- Mas... Não lhe dói? - o homem estava verdadeiramente atónito.

Bom, agora que fala nisso... Talvez um bocadinho. Mas nada de especial. O molar que tenho para desvitalizar às vezes é pior.

- Não. Mói só assim um bocadinho, mas nada especial. Olhe, veja, eu até mexo bem o pé e tudo. - dizia, enquanto girava o tornozelo e mexia os dedos.

- Olhe que é melhor ir ao hospital, isso agora está quente, pode não sentir muitas dores, mas é melhor ver. Eu tenho a certeza que lhe passei por cima do pé. Venha, eu levo-a.

Oh valha-me deus! E a loja, hã? Quem abre a loja?

- Não é preciso, a sério. Eu estou mesmo bem e isto de certeza que está só pisado. Mas, caso não me sinta bem, irei logo à urgência. Fique descansado.

- Então fique com o meu contacto e ligue-me, caso seja necessário ativar o seguro.

- Certo. E fique com o meu também, para pagar o espelho.

- Deixe lá o espelho menina! Vá mas é ao hospital ver isso.

Prometi que sim, que o faria.

Mas isso, fica para outro post, que este já vai longo e o puto já acordou da sesta. =)

 

 

Desafio - Uma paixão chamada livros #17

Livro mais caro da minha estante

 

Dinheiro em livros, nunca é mal investido.

No entanto, e porque ele (o dinheiro) não abunda, procuro sempre promoções, ou então, caso seja uma novidade aguardo mais um tempinho a ver se o preço desce.

Nenhum dos meus exemplares ultrapassa os 20/25€, a não ser este:

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A minha edição não é igual a esta, mas sim uma que saiu no JN há uns anos valentes, penso que aquando o lançamento da obra. Saía um fascículo por dia, sendo o primeiro a capa dura. O prazer que me deu, na altura, unir fascículo a fascículo com uma linha e cola-los à lombada.

Quando vi na FNAC um livro exatamente igual ao meu, não resisti a saber o preço. Como não estava marcado, perguntei ao funcinário que prontamente verificou e me indicou a módica quantia de cento e muitos euros. Fiquei chocada e feliz por possuir semelhante valor literário! =)

Hoje, pesquisei na WOOK e encontrei-o à venda por 164.99€.

 

A prima das bolachas

O Mário sempre foi bolacheiro. Sempre que ia à cozinha era vê-lo em bicos de pés a apontar para o armário das bolachas, uma vezes bem sucedido no peditório, outras nem tanto.

Caracolinho era feliz com as suas bolachas maria, até que uma prima lhe ofereceu bolachas de aveia, primeiro em casa dela e depois oferecendo um pacote ao pequeno, dizendo-lhe: "Pega Marinho, leva para casa que a tua mãe não sabe comprar bolachinhas para o menino." E ele, claro, lá veio todo contente com o pacote na mão, coisa que achei se iria esquecer nas próximas horas. Mas não. Quando, no dia seguinte, lhe dei uma bolacha, era vê-lo a erguer o indicador para o pacote amarelo, dizendo que não à Maria que lhe acenava mesmo em frente aos olhinhos. E ele sacudia-a com a mão, ele apontava assertivo para o outro pacote, batia impacientemente com os pezinhos, acho que se falasse me perguntava se estava com falta de percebes. Acabamos por colocar alguma bolachas Maria dentro do pacote das de aveia e ele caiu. As primeiras duas vezes. Depois passou a dá-las ao cão.

Tão esperto este meu filho.

Após várias tentativas, lá vai comendo uma maria - basicamente quando percebe que não lhe vão dar outra - mas continua a ter uma clara preferência pelas de aveia.

Prima, eu sei que dei montes de tralha coisas giras e úteis aos teus filhos - o que me lembra que tenho ali umas coisas muito jeitosas...Também sei que disseste para eu esperar, que um dia ia ter um e ia ver. Mas tinha mesmo que ser com bolachas? Que custam tanto como uma embalagem de quatro da maria? Da próxima vez que aí for quero uma embalagem, faxabor. Industrial.

 

 

Desafio - Uma paixão chamada livros #16

Livro que marcou a infância

Não era meu, nunca tive muitos livros em miúda, era de uma prima que adorava azucrirnar-me a vida. De vez em quando, emprestava-me este livro ou lia-me algum dos seus contos e eu adorava. As ilustrações, o ter uma história diferente por dia... Era livro verdadeiramente mágico.

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