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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

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Desafio - Uma paixão chamada livros #2

 

Livro detestado

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Não sou pessoa de ódios. É raro detestar alguma coisa, mas odeio este livro. Com todas as minhas forças.

Não me façam perguntas difíceis, como a história, porque sou muito boa a reprimir as coisas más. Lembro-me que há um gajo, que se lembra de ir passear sabe deus para onde, encontra uma cabana e pensa: "Olha, que giro, vou pernoitar ali que me doem muito as canetas e estou farto de andar".

Já lá dentro o gajo escuta uma voz. Em vez de desatar a fugir, ou ir ao hospital mais próximo, não!, o gajo senta-se a conversar com a voz. Estilo casa dos segredos, mas em espiritual, estão a ver?

Uma pessoa ao inicio ainda pensa que é uma conversa de consciências, mas vai-se a ver e o gajo, claramente descompensado por excesso de exercício, acha que conversa com deus.

Mais à frente, já não é nada deus, é o seu eu interior.

Olhem, uma merda é o que vos digo. Não vale o furo de um pneu do triciclo do Marocas.

 

Desafio - Uma paixão chamada livros #1

Top 5 cinco livros lidos

 

Não foi uma escolha difícil, ao contrário do que poderia imaginar.

Ora aí vai disto:

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Karen Rose é das minhas autoras de suspense/trilher preferidas. Com este Não Contes a Ninguém, arrecada o quinto lugar no meu coração literário.

A história é bastante simples: Mary Grace Winters é vitima de violência doméstica pelo marido. Mary não vive, como qualquer vitima, sobrevive, vai resistindo uma e outra vez às agressões - cada vez mais violentas - do seu carrasco. E não, ela também não pode contar com a policia, já que Roger é um agente da autoridade. Com medo constante e angustiada pelo futuro que o filho de ambos poderá ter, Mary engendra uma fuga, cuidadosamente preparada, para tentar recomeçar noutro lugar, longe de Robert.

É um livro que se lê bem, não é precisa muita concentração, mas consegue prender-nos página atrás de página, numa ânsia de saber quando - ou se - voltam a encontrar-se. E sim, posso adiantar-vos que sim, ele encontram-se novamente, não faria sentido se tal não acontecesse.

Uma história que poderia ser real, que se poderá assemelhar a muitas que se escondem entre paredes, por retratar de forma credível - acrescentaria um bocadinho exagerada, mas que há loucos, lá isso há - esta realidade, entra nesta contagem, sem dúvida.

 

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 Numa altura da minha vida em que comecei a questionar algumas aprendizagens, Saramago pergunta-me: "E se amanhã ninguém morresse?"

Não foi preciso mais, ganhou logo a batalha e veio comigo embora. E se, de facto, já me tinha colocado imensas vezes essa questão, nunca vi a resposta da mesma forma que ele. Nunca imaginei pilhagens de corpos moribundos cuja hora jamais chegaria, nem cemitério de vivos que pediam a morte, numa agonia constante, como se de um milagre se tratasse. É tenebroso, em algumas partes partes mais descritivas um bocadinho nojento, no entanto faz o seu sentido. Sou suspeita, porque curto Saramago (embora só ainda tenha lido duas das suas obras), mas gostei mesmo muito e recomendo.

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Noah Gordon conquistou-me com este livro. Pela facilidade com que se lê, pela descrição tão perfeita da medicina medieval, pela coragem do protagonista, por tudo. Um livro que devorei com prazer, da primeira à ultima página.

Relata a vida de um jovem cristão que pretende chegar a Físico, o mais alto cargo na medicina naquela época. Aprendiz com um barbeiro da sua região, Rob inicia a viagem que mudará a sua vida. Na ânsia de aprender mais, espera poder ingressar a escola de medicina de Avicena, na Pérsia, sem perceber que poderá ter que deixar a sua identidade para trás. Avizinham-se escolhas difíceis, segredos bem guardados, tudo por um bem maior: conhecimento.

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 É fácil gostar d' O Principezinho. Tão bela, simples e rica é a sua história, capaz de trazer para o mundo do imaginário o mais duro dos adultos.

Dispensa apresentações. =)

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 O primeiro lugar do meu top. Não costumo gostar de biografias, mas esta é A biografia. A biografia de uma doença terrível, cujo nome ainda nos causa arrepios na espinha. Uma doença que tem talvez tantos anos, quanto o Ser Humano, que não se deixa apanhar com facilidade, que prepara com mestria de caçador a sua emboscada. Siddhartha, oncologista de profissão, conta-nos de forma brilhante a história do cancro. Desde os primeiros diagnósticos, que remontam há uns milhares de anos, até à imunoterapia dos dias que correm, passando pela descoberta das primeiras quimioterapias, das radioterapias, dos meios de diagnóstico, da sintomatologia. Tudo.

Sem grandes termos técnicos, de leitura fácil e acessível, com alto grau de conhecimento, sem pretensas ou snobismos.

Valeu-lhe um Pulitzer, em 2011.

Deixo-vos esta citação, que me ficou gravada a ferros:  "Tratar um doente com quimioterapia, assemelha-se a bater num cão com um pau para lhe matar as pulgas." Horrível, não é? Eram assim os primeiros tratamentos com químicos. E, apesar de muito evolução e muito medicamento eficaz para combater efeitos secundários, acredito que ainda hoje assim seja.

Não me alongo mais, senão ainda me desbronco toda e desato a contar-vos tudo e isso não pode ser. =)

 

Tende lá um bocadinho de paciência, está bem?

Hoje é só literatura.

Descobri ontem um desafio literário, lançado pela Magda, achei giro e fiz-me ao bife , à descarada mesmo, qual emplastro dos desafios, para fazer parte dele.

A Magda, que é uma fofinha, lá me disse que sim, que mais uma não fazia diferença e que pusesse os pés ao caminho.

Assim sendo, todos os dias úteis, pelas 15 horas, sairá uma resposta a uma das 40 perguntas que foram lançadas.

Como comecei dois dias mais tarde - o desafio começava no dia 1 de fevereiro - tive que dar corda às mãozinhas para pôr a coisa em dia. De modos que só haverá artigos dedicados ao tema. Amanhã o blogue retomará as funções normais, ou seja parvoíce e nada de útil à vossa sobrevivência. :D

OK, isso é muito bonito, mas...

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... É só impressão minha ou o corredor circula em contramão?

Isto do civismo dos automobilistas é muito giro e importante, mas também gostava que o houvesse para os outros, aqueles que também usufruem da estrada. Gostava que os corredores praticassem exercício do lado correto, gostava que os ciclistas respeitassem as mesmas regras de trânsito que me esforço por repeitar todos os dias, gostava muito que os peões que vão ao café, depois do jantar, levassem um colete refletor, porque não se vê um charuto em alguma vielas, gostava que os putos não achassem que a estrada é toda deles e que podem concersar em grupo sentadinhos nos relvado de um jardim, gostava que alguns velhotes não tivessem direito à renovação de carta, da mesma forma que alguns jovens nunca a deveriam tirar. Mas isso, claro, sou eu que vejo coisas, imagino cenas, só os condutores, essas grandessisímas bestas quadradas desejosas de sangue, não sabem ser cívicos na estrada.

Belief

O que têm em comum um estudante de Kung Fu, um peregrino nos Caminhos de Santiago, um menino muçulmano e um professor de música?

A fé.

Todos acreditam em alguma coisa, em alguém.

Estreou ontem, no TLC, esta produção de Oprah Winfrey. E se eu nem gosto muito da sujeita, fiquei absolutamente rendida à série. A qualidade de imagem, os detalhes, a informação simples e clara, os testemunhos na primeira pessoa, tudo me captou a atenção e me deixou presa à televisão durante 45 minutos.

Para quem, como eu, se interessa por religião é sem dúvida imperdível.

Fixem: domingo às 8h. Marquem na box, vale mesmo a pena.

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