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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Como panicar em três segundos e meio

Ou como ter meia dúzia de AVC's em cinco minutos, também seria um bom título. 

Já lá vai um bom mês e tal sobre este piripaque, mas acho que merece ficar relatado para a posteridade. 

Quem me conhece, assim um bocadinho mais a sério, sabe que nunca, ou quase nunca, dramatizo doenças. Não sou hipocondríaca, relativizo a dor, sou da equipa "toma uns brufens que isso passa", vou deixando rolar... enfim, ainda não sei que raio me deu. 

Naquela sexta feira, dia em corri os primeiros 5km, senti uma ligeira dor de cabeça ao final da tarde. "Resquícios da gripe", pensei eu, enquanto emborcava um brufen. Prolongou-se durante o fim de semana, preocupando a família toda ao almoço de domingo dado o meu ar cadavérico e esgares de dor, mas na segunda senti-me melhor. Tanto que fui ao ginásio, ignorando a sacana da campainha que me alertava que talvez não fosse grande ideia. 

Não foi, claro. O objectivo era correr novamente 5km, em menos tempo, mas nem aos 2 cheguei, tal era a pressão na mona. Tentei fazer outros exercícios, mas não consegui e acabei por ir para o balneário a sentir-me uma inutilidade. 

A dor, que não era bem dor, era uma pressão que subia desde a nuca até meio do crânio, e piorava sempre baixava a cabeça, era de tal forma incomodativa que dei comigo a pedir uma consulta ao patrão cá do sítio, numa tentativa de detetar algum problema neurológico. Nada. Tudo normal. 

Decidi dar um pulo ao ginásio, na esperança que me dissessem que aquilo era uma coisa que se resolvia com meia dúzia de esticões e uns exercícios caseiros, mas não!, depois de um questionário sobre o que lá tinha feito e comigo sempre a insistir que só tinha mesmo corrido, vi a minha vidinha toda a andar para trás quando ouço estas palavras:

- Não é normal, é melhor ires ao médico. E liga para cá quando saíres, para sabermos que estás bem. 

Pronto. 

É que tive logo ali meia dúzia de ataques cardíacos e já me estava a ver a sair do reforço, de maca e com carta fechada para o hospital. 

Mas, sôdotora, afirmou ser crise de rinite, restos da gripe e provavelmente tensão na cervical. Ora, tenho rinite há uma porrada de anos, sei o que aquilo é, e nunca tive aquela sensação. A médica estava errada. Havia ali alguma coisa má, muito má. E tensão na cervical? Pelo amor de deus! Ok, tinha rangido um bocado os dentes a correr, mas mesmo assim... 

Terça de manhã senti perfeitamente a nuvem negra que se aproximava e eu, que a costumo afastar com meia dúzia de impropérios, deixei-me abraçar por ela. Não havia ninguém mais miserável que eu naquela manhã. Apeteceu-me mandar tudo às urtigas, acho até que cheguei a alinhavar a minha mensagem de derrota para o ginásio, mas quem me aturou mais dramaticamente foi a Cunhada:

- Cunhadaaaaaaaaaaaa (assoar de nariz), eu sabiaaaaaaaaaaa (fungar), eu sabia que esta vida não era para mim..... Eu já não vou correrrrrrrrrrrrr (fungar e assoar de nariz) eu já não vou a lado nenhum..... (ranho, muito ranho)..... Para quê que eu me ti nisto... (lágrimas, muitas lágrimas) Adeus munddooooooo cruellllllll.... (paletes de drama ao mais alto nível). 

O estado de espírito melhorou à tarde, mas só à noite é que me bateu a luz:

- OS ABDOMINAIS!!!!!!!!

Passo a explicar: depois de correr, foi-me dito para fazer abdominais em prancha. Só que eu, armada em atleta chica esperta que queria ficar a olhar para a passadeira enquanto me achava a maior da minha rua, fiz dos "normais", longos, muito longos, e todos mal feitos. Apetece-me chicotear-me sempre que volto àquela memória. 

Resultado: 30 abdominais (ou deverei dizer pescoçais?) com a cabeça meia de lado e sempre a puxar pela cervical. Muito esperta a menina, não hajam dúvidas. Era só à estalada. Ou ao chicote. 

Escusado será dizer que isto fez rir muita gente, eu incluída, e que ainda hoje é motivo de chacota. Meio ano de ginásio e arranjo logo lesões, sou muita forte! 

 

 

Quando tens a certeza que os bonecos conspiram contra ti

Ontem, imbuída no espírito do romance romântico, encomendei um bolinho alusivo ao dia numa confeitaria. Pedi uma coisa simples, sem grandes piroseiras, uma coisinha assim gira sem ser excessiva. 

Quando o fui buscar, vi logo isto:

Foto de Andreia Santos.

 

Porquêeeeeeeeeeeeeeeeee?! Digam-me: para que raio espetaram ali um boneco do facebook?! Tive vontade me atirar para o chão e espernear até tirarem o sacana do snoopy de cima do MEU bolo. Só que sou um bambi, pelo que me resignei à minha sorte de levar com stiker no bolo e rezei para o sabor me fizesse esquecer a praga dos bonecos. 

As minhas preces foram escutadas e o bolo era divinal! 

Ah, e ainda cantamos os parabéns ao S. Valentim, porque o Maroquinhas quando viu o bolo achou que era aniversário. :D 

Quanto ao Snoopy, diacho do boneco nem para comer serve, porque é mais duro que uma saca de açúcar esquecida na dispensa há um ano. O Mário adorou "alimentá-lo" com as sobras do bolo, pelo que neste momento está mais cor de rosa que branco. Sim, está, porque não o consegui deitar fora. Sou um bambi, não sei já disse. 

Vizinhos, contem-me cá

Qual foi a prenda mais pirosa que já receberam e ofereceram neste dia? 

Começo eu: recebi um pratinho (que ainda não partiu, o desgraçado) mui lindo e adorável para ficar eternamente debaixo das meias, na gaveta. Ofereci um cd mega piroso, com músicas que não lembram ao diabo, acompanhado de um caderno feito mim, com as respetivas letras e sublinhando a negrito as quadras mais tocantes, em jeito de dedicatória. 

Andem lá, sempre quero ver-vos a bater este nível de pirocise. :P

A culpa é dos stickers

Toda a gente, ou uma grande maioria das pessoas, se queixa que as redes socais - nomeadamente o facebook - vieram estragar o diálogo, quebrar as relações, esfriar a socialização humana. 

Eu detesto ser portadora de más noticias, mas alguém tinha que dizer isto: a culpa não é do facebook. A culpa é dos bonecos (vulgo, stickers) que lá moram. 

Confesso-me gralha em todo o lado, mas nas redes sociais um bocadinho mais. Há coisa pior para uma gralha que lhes espetarem com um boneco em resposta?!

Há malta que gosta tanto, mas tanto de bonecos que é capaz de falar só com eles! Juro!!!!!! Montes de bonecos, uns interrogativos, outros afirmativos, chega-se ao final já sabem que vão jantar a casa da Teresa, que lhes compete levar a alface para salada e que lá devem estar às 20. Tudo só com bonecos. Admiro esta capacidade, juro que sim. 

No que me toca, os bonecos causam-me um bocado de urticária. É assim como um bife meio passado: come-se, mas menos um bocadinho era melhor. A ver se me faço entender: eu compreendo que não haja nada para dizer em certas situações ou que um boneco a gargalhar transmita aquilo que se pretende, mas... Só bonecos? Então e o diálogo? E a escrita em forma de fala onde é que fica? Sim eu sei, o defeito é meu, sou uma insensível a bonecos de olhinhos grandes e rodeados de corações. Contra mim falo, atenção, que também os uso, mas os sacanas devem consumidos como o álcool: com moderação. 

A minha Cunhada, por exemplo, é capaz de ter uma conversa inteira só com ursinhos azuis e snoopys. Depois queixa-se quando a ignoro porque entra loucura e me manda mais do que dois bonecos seguidos. Não culpo, eu é que nunca fui grande fã de banda desenhada. 

 

Outra coisa que me esfrangalha os nervos: bonecos a meio de comentários: a pessoa até está ali, numa conversa animada, a mandar uns bitaites e a mostrar o seu alter ego e, pumbas!, leva com um panda nas ventas! E os pandas estão em vias de extinção, não se lhes pode tocar ou temos logo a a Quercus à perna. E depois, como se respondem a pandas? Como se fala pandês? Envio a foto de um bambu? Às vezes, na grande maioria das vezes, respondo a bonecos. O que acaba por me fazer parecer um bocadinho louca, porque ninguém fala com peluches a não ser outro peluche. 

Estou a escrever sobre isto e já estou a tremer pelos bonecos que vou receber em jeito de comentário. Aceito apostas: Interrogativos, a gargalhar a ou a mandar dar uma volta ao bilhas grande?! 

Enquanto isso: NÃO MATEM OS COMENTÁRIOS ESCRITOS! POR FAVORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! 

Diário de uma preuiçosa aspirante a fit #12

Ora ora, há quanto já falava de de ginásio, não é verdade? =D

Compreendam que isto é algo neste momento acaba por dominar os meus dias, mesmo não sendo o centro deles, e escrever sobre isto ajuda-me a manter motivada. 

Posto este esclarecimento adicional, tenho-vos a dizer que logo irei para a rua. Calma, não se ponham já a magicar outras coisas que a malta vai correr, penar e tentar não gelar. 

O meu grave problema - além de já começar a panicar e pensar como raio vou correr na rua - é o frio. Sou pessoa muito friorenta e que sofre muito com as aragens frescas. Estão a ver aquela pessoa que em pleno agosto leva o casaquinho de malha porque pode arrefecer? Essa pessoa sou eu. 

Ontem, quando preparava o saco, tive que resistir à enorme vontade de enfiar lá dentro os lençóis polares, a manta polar e o edredão de penas. Óbvio que não o fiz, porque além de não caber tudo no saco, era capaz de não dar grande jeito para correr. 

Consegui ser contida e trazer apenas o essencial:

- gorros (dois, porque um cintila e o outro não, logo vejo qual é o mais indicado)

- luvas

- 3 pares de meias (quatro, se contarmos com as que trago calçadas)

- meias calças (sou pessoa que padece do frio, não sei já disse. E as leggins parem-me muitoooo finas)

- 2 camisolas de manga comprida

- 1 t-shirt

- leggins (ainda pensei nas calças de fato de treino cardadas, mas acho isto mais prático para correr...)

- Corta vento

- Gola para o pescoço

 

A dúvida que permanece no meu cérebro é: será que chega? Não quero passar frio, mas também quero parecer um cabide cheio de roupoa a correr! 

 

Vizinhas, aproximem-se daqui e sentem um bocadinho que preciso saber umas coisas intimas a vosso respeito

Quantas de vocês é que calçam meias (daquelas quentes e fofas) e prendem as calças do pijama (quente e fofo) dentro delas? 

Isto porque, excelso colega de trabalho, não acredita ser prática comum, indo ainda mais longe e afiançando que, passo a citar, "isso não em sexy". Não consegui convence-lo de que o objetivo não é ser sexy, até porque não é para isso que servem os pijamas (quentes e fofos), nem as meias (quentes e fofas), para isso usam-se aquelas coisas muito curtas e muito decotadas, sempre com o aquecimento ligado no máximo e a mantinha pelas costas, que está um frio do cacete. 

Posto isto e para lhe provar que não sou só eu e a minha preclara colega que fazemos esta bonita moda caseira quero saber: aí por casa, meias por cima das calças do pijama. Sim ou não? 

Paleo descomplicado...

É o nome do novo grupo que sigo no facebook.

Pensei que falassem do período jurássico, dinossauros e coisas afins (gosto de história, tá?), mas afinal parece que é uma dieta nova. E olhem que aquilo até nem tem assim muito mau aspeto.

Estou aqui, estou a comer bagas e sementes ao pequeno almoço. #soquenao, porque quem me tira o pão com manteiga, tira-me tudo!

Diário de uma preguiçosa aspirante a fit #7

Terça, como sabem, tive avaliação física. Pensei eu que se iam fazer umas medições, avaliar o peso, as massas e o que mais fosse necessário, mas não! Pois que também íamos elaborar o plano de treino. Para isso, imagine-se, tinha que o fazer ao mesmo tempo que a monitora o elaborava.

Bem que devia ter desconfiado quando me disseram ser necessário levar equipamento.

Em números, não estou assim tão mal:

 - 57,800 kg

- 24,2% massa gorda (achei que seria mais)

- 35,2% massa muscular (ui, tanto!)

- 1,9 de densidade óssea (esta causou tanta estranheza à monitora, que quase achei que me desse direito a um atestado de incapacidade física para o exercício. Afinal não.)

Ainda se rabiscaram mais uns valores, mas não fixei o que seriam, pelo que, calculo, não deverão ser muito importantes.

A seguir, foi medir busto, abdominal, anca, braço e coxa. Tudo dentro dos parâmetros considerados normais.

Estavam à espera dos centímetros, não estavam? Não memorizei, mas não era 80-60-80, até porque não tenho assim umas catarinas tão avantajadas.

Podíamos perfeitamente ter ficado por aqui, a senhora elaborava o meu plano de treino, com carinho e dedicação, eu ia à minha vida. Mas não! Que queria ver a resistência, testar o limite e impor metas. Resultado? Cheguei ao fim com a sensação de ter sido atropelada por uma manada de gnus, as leoas que os perseguiam e pelas hienas que vieram para os restos.

Começamos pela passadeira, 20 minutos, alternando corrida com marcha. A coisa correu bem os primeiros 7 minutos, antes de atingir o máximo de velocidade e sentir que me ia esbardalhar a qualquer momento. Consegui aguentar até fim, mas não sem me sentir um bocadinho cão de Pavlov: apita-corre, apita - marcha, apita corre, apita-marcha. .

Seguiu-se um circuito de exercícios, só para manter o ritmo e trabalhar os mais variados músculos. Alguns dos quais desconhecia a existência e ainda não lhes reconheço utilidade a não ser para a dor do dia seguinte.

Dizia eu que se seguiu uma série de exercícios: 15 agachamentos com peso, 15 lounges para cada perna, 15 repetições numa das máquinas de pernas e mais 15 a subir e descer os calcanhares tendo a ponta do pé apoiada no Step. Três vezes este circuito, só para não esmorecer. De todos, o último é o melhor, assim como assim sempre parece que sei fazer alguma coisa, quando na realidade parece que não faço praticamente nada.

Quando eu já estava pronta para o banho, sou recambiada para o trampolim. Rais parta a minha sorte! Se algum dia vos passar pela cabeça que o trampolim pode ser divertido, lembrem-se destas sábias palavras: o trampolim é o primogénito do demónio. Um minuto naquilo e prometemos nunca mais dizer mal dos halteres.

Só para terminar em beleza, não tendo eu já o meu coração mais descompensado que o DJ da Maria Leal, 100 saltos à corda, a pés juntos, e repetição do circuito trampolim-salto à corda.

De modos que é isto que me está reservado às horas de almoço. Se chegar ao natal e não tiver chegado aos 24,5% de massa gorda, enfardo um bolo rei sozinha só para curar o desgosto.

Hoje faz-se História

Foram decretados, finalmente!, os direitos universais dos bloggers! 

Como primeira sugestão e ativista de primeira como sou, perguntei logo se havia comida nas assembleias e onde raio era a máquina de café, problemas obviamente fulcrais e de maior importância. 

Propus ainda a resolução daquele que é o meu flagelo durante os meses sem r: a caça ao molusco. Sempre quero ver quem se vai meter comigo agora! 

E vocês que resoluções anseiam? Como encaram este dia? Contem-me tudo!