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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Hora da sesta

E sai um grande bocejo para Castle!
Não me levem a mal, pessoal Casckettiano, mas a verdade é que a série tem sido... Mais do mesmo. E não é no bom sentido. Ou aquilo leva uma reviravolta valente, ou corre sérios riscos de se tornar uma novela mexicana e, consequentemente, sair da minha lista de gravação semanal.
Castle sempre foi uma boa série. Leve, cómica quanto baste e com aquele romance "ora fica, ora vai"de Kate e Rick. Havia aquelas teorias malucas de Castle para desvendar os casos. Havia aquelas cenas de perigo em que paravamos de respirar e pestanejar, não fosse um deles morrer a qualquer instante. Havia reviravoltas na trama.
Agora, de cada vez que há um caso estranho, o Rick não precisa abrir a boca, eu já sei que vai sair máfia, CIA ou qualquer entidade do genéro. De cada vez que um dos protagonistas está em perigo, já nada temo, porque sei que, na realidade, não morre ninguém. Talvez o problema seja esse. Acho que deviam matar algum personagem, dar algo novo à série. Por exemplo, no episódio de incêndio: estão lá o Ryan e o Javier completamente pedrados de monóxido de carbono e safam-se os dois! Tudo bem, o Ryan ia ser pai no mesmo dia... O que me lembra outra cena descabida: então a Jenny tem a miúda na ambulância e não fica com um cabelinho fora do sítio?! Nem uma gotinha de suor?! Eu sei que com concentração e tal, a coisa é capaz de se resolver, mas daí a manter a base colada à cara e o rabo de cavalo perfeitamente amarrado, vai uma grande distância!  Vá lá, ao menos a miúda não nasceu limpinha e lavadinha, vá lá!
Castle deu-nos excelentes episódios nas temporadas anteriores - assim de repente, lembro-me de 4 ou 5 - mas nesta, honestamente, não me ficou nenhum gravado. Talvez o primeiro, e mesmo esse, só os primeiros 15 minutos... No entanto, eu acho que toda a gente merece uma segunda oportunidade, por isso vou ver o que sucede até ao fim da temporada, se aguentar!
O me leva a outro assunto, esse sim bastante sério e bem mais dramático que todas as temporadas juntas.

Beckett, o que é que te deu?
Onde é que tu tinhas a cabeça, quando equacionaste a hipótese de levar este vestido ao altar?

 
 
Tu ensandeceste mulher?!
Que raio de vestido é este?! Foi a tua tetra-avó que te emprestou?! E esses reposteiros aí de lado?! Qu'é qu'é isso?! Se fosse só a parte cinzenta, seria menos mau, mas mesmo assim...
Eu compreendo que a série esteja mortiça, mas não admito que TU te deixes levar!

Tu que te deves levantar 3 horas mais cedo só para pores o eyeliner (Ai, o teu eyeliner!), tu que tens vestidos de fazer parar o trânsito (Ai, os teus vestidos! E os casacos! E as blusas!), tu que persegues criminosos de salto alto, como te deu para isto? Quero acreditar que isto seja estratégia, que no final vais escolher outro vestido, deixando-nos de queixo caído e a magicar onde raio o foste desencantar. Talvez seja isso, não nos iam mostrar logo assim a tua indumentária matrimonial, não é verdade? Tem que ser isso! São as más linguas!
Mas, pelo sim, pelo não, vou acender uma velinha aos santinhos das séries... Não vá o diabo tecê-las e dar-te para estas loucuras, provocando uma síncope cardíaca geral nos espectadores.


 
Vou rever os teus melhores momentos e esquecer aquele teu deslize.
Todos temos maus dias, não é verdade?

Tens a certeza, Jéssica? É mesmo isso que queres?


Tu vê lá mulher! Ainda és nova e tens talento, tanto talento! Porque raio te vais reformar agora? Eu sei, eu sei, ainda contamos contigo para a quarta temporada, mas e depois? Quem nos irá arrepiar noite fora em American Horror Story? Quem? Não é nada contra o restante elenco, todo ele encantadoramente assustador, mas eles não têm o teu mistério, o teu brilho e a tua capacidade de nos fazer acreditar que o personagem é real e que continua a sua vidinha medonha após o final de cada temporada.
A forma como conseguiste fazer com que odiasse a Sister Jude e desejasse que lhe caísse um relâmpago a qualquer instante ao fim de oito episódios, para ao nono torcer para que saísse do asilo, sofrer com ela os horrores que já havia provocado.. Uau! Não é fácil esta passagem de ódio para "amor" por um personagem. Mas tu conseguiste! E porquê? Porque é grande no que fazes, mulher!
De quando em vez, ainda trauteio o "The Name Game", versão por ti imortalizada no asilo.
E em Coven? Os arrepios que não me dá a Fiona? E a pena que tenho, ao mesmo tempo que a acho um ser abominável, por padecer de um cancro terminal e - embora enleada e catedrática nas andanças de feitiçaria - nada a safa? Estou mortinha por ver o lhe trará o novo ano, quais os novos planos para a nova suprema, já que se enganou e matou a errada.
Vá, pronto, vai lá sossegadita para a reforma, mas trata, de quando em vez, de pores um personagenzinho novo na série, está bem? Assim, um daqueles esporádicos que só fazem dois episódios, mas que fazem saltar as órbitas, não deixam pestanejar e ficamos com as pipocas na mão, a meio do caminho para a boca, pode ser? Vá, ficamos assim então, fico à espera.


Os arrepios qu'esta mulher me deu! M-E-D-O!

The Name Game, versão asilo. Jude, depois de ter levado com um porrada de choques no cérebro, rodeada de loucos sãos, que só lá estão porque a mentalidade da época assim o exigia.
Épico.

Quase chorei

Eu sei que pareço insensível, uma fulana fria como a noite, que não abana nem com o pior dos tufões que por ela passa, em suma, uma gélida do pior. É quase verdade, é preciso muito, mesmo muito, para conseguir que o meu canal lacrimal transborde pálpebras fora, mas a verdade é que quase chorei ao ver o último episódio, deste ano, de "The Walking Dead". E porque quase chorei eu, a ver uma série onde se enfiam balázios na fronte de mortos-vivos, perguntam vocês almas insensíveis?
Em primeiro, porque foram precisos oito - sim, oito!- episódios para a série voltar a ter aquele fulgor, a acção que a caracteriza e há já algum tempo vem perdendo (quase desde o meio da temporada anterior). Confesso, sou uma enoooorme fã da série - daquelas que vêem todas a s temporadas anteriores durante o verão - mas esta quarta temporada estava tãããão mortiça, para ser simpática e não dizer algo aborrecida, porém, no meu parecer, redimiu-se e bem com este oitavo episódio. E Rick sempre no seu melhor, enquanto líder! Juro que por (ínfimos) segundos, pensei que fossem todos co-habitar pacificamente na prisão (o que nos levaria à monotonia e consequente final da série) e eis que... Quase choro novamente quando o malvado do Governador limpa o sebo ao Hershel. Assim, num momento baixa o sabre e no seguinte zás!, fica o Hershel a sangrar por todas as veias do pescoço... Não foi justo, não o Hershel, que era a bondade, a sensatez, o mediador do grupo. Se ele queria cortar o pescoço a alguém, ao menos que fosse à Michonne! Não foi ela que lhe inutilizou um olho?! Está bem, está bem, o Hershel teve muito mais impacto e transtornou bem mais o Rick, mas mesmo assim... Vai ser daquelas perdas difíceis de ultrapassar, mais ainda do que a Lori.
Agora, o que me emocionou mesmo - e não é fácil tal acontecer, muito menos numa série - foi a cadeirinha ensanguentada de Judith. Que raio aconteceu à bebé?! Será que foi devorada por mortos-vivos? Se foi, porque não mostraram ou aludiram a isso? Ou será que algum sobrevivente, com as mãos sujas de sangue, a terá levado dali? Hmmm, ficam as dúvidas, mas espero, sinceramente, que a Judith não nos tenha deixado. Ela é o legado de Lori, a sua escolha, foi-lhe dada a hipótese de sobreviver, sem conhecer a mãe, porque esta assim o decidiu. Judith é a Esperança de Walking Dead. A Esperança de que é possível criar um mundo melhor no meio do caos. Por favor, senhores produtores, não a matem, não destruam a bonita personagem que criaram.
Por fim, e depois de quase ter utilizado lenços de papel, sorri. Sorri com expectativa do que aí virá, em Fevereiro. Sorri porque, mais uma vez, a série mostra o poder de Andrew Lincoln enquanto actor dramático. Se a sua interpretação aquando a morte de Lori foi fantástica, neste episódio, e em particular quando descobre a cadeirinha da filha, foi soberba. O crescimento que Chandler Rigs tem trazido a Carl, também é digno de nota e merecedor de um pequeno aplauso. Oh, e é claro, graçá deus - e ao Governador, é inegável - vamos ter mudança de cenário na restante temporada! Yuppiiii! Já estava saturada de tanto betão e grades e blocos de celas!
Resta-nos esperar, com moderada ansiedade, por Fevereiro e os novos dramas que se avizinham. Até lá, vamos rever tudo, outra vez! (Ou talvez não...)




 
 
Adeus Hershel! Foste brilhante, a Alma num mundo que em nada acredita a não ser balas, tanques e granadas. A série irá continuar sem ti, mas não será, certamente, a mesma coisa!
 
 
 
 
Por favor, santinhos da séries, que isso não tenha acontecido!