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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

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Caracoleta (também) cozinha

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Ou tenta, vá. Ando numa de ser mais saudável, de passar bons exemplos ao cachopo, de alimentar melhor a máquina, digamos. Grande parte do que ingerimos, começo agora a perceber, tem pouco ou nenhum valor nutricional. E isso tem-me dado que pensar. (E vocês também deveriam pensar nisso mais a fundo, a sério).

Ora, eu tento, faço um esforço, mas a minha mente teima em fugir para a comida aditivadamente saborosa. Ao sábado à noite então é para a desgraça. Ou era, porque decidi que posso ter comida interessatemente saborosa sem recorrer àquilo que estamos acostumados e que aceitamos facilmente como "refeição do lixo".

Posto isto, sábado dei comigo a idealizar uma pizza caseira, com bons ingredientes e fácil de confecionar. Vi uma receita de base de pizza de frigideira e pensei cá para comigo " eh pá, ó Caracoleta, tu experimenta isto já hoje! E é fácil, nem precisas de rolos de cozinha e grandes tralhas.... ". Se tão depressa o pensei, mais rápido o fiz. Bom, não tão rápido, porque não sou muito lestra e tendo a esquecer a receita que acabei de ler no prazo máximo de três segundos, o que implica tentar equilibrar o telemóvel (e mante-lo estatico, para a imagem não se mover ou não virar ou raio que parta agora estes ecrãs XPTO que viram mal uma pessoa dá um espirro), mais a colher de pau (cozinheira que preze tem de a ter), mais os ingredientes todos à mão e que o puto teima em misturar porque " quer fazer um bolo" e não percebeu que a base só levava claras e que as gemas não são para comer à colher! Ufaaaaa, pronto, agora que já desabafei, posso finalmente falar-vos da pizza;

 

 

 Não tem bom aspecto?

Claro que o homem, pessoa descrente na comida saudável e desdenhoso de tudo o que é novo, torceu o nariz e perguntou "isso aí está bom?". Estava, claro que estava. Poderia estar melhor? Poderia sim senhor, se não tivesse colocado a frigideira a aquecer ainda as claras estavam a bater e se não tivesse equacionado a hipótese de ir colocar uma máquina de roupa a secar enquanto aquilo cozinhava. A vida é mesmo assim, feita de escolhas dificeis e uma pessoa tanto precisa de alegrar o palato como da camisola favorita para o dia seguinte. Portanto, apontai: não deixeis aquilo ao lume sozinho e não aqueceis demasiado a frigideira. Ah, e não esqueceis que aquilo cozinha relativamente rápido. Ide pondo os olhinhos e testando que em menos de nada aquilo está pronto a virar e preparado para o recheio, que foi todaaaaaaaa uma outra aventura. Para já, porqur tive a brilhante ideia de cortar os tomates cherry. Ó alminha de molusco, atão não sabias que aquilo larga água e que vai alagar, literalmente, todo o teu jantar? Pois, não me lembrei. Na altura pareceu-me uma ótima ideia, mas dei comigo a escorrer a pizza depois dela sair do forno. E claro, o recheio soltou-se da base e nadava de um lado para o outro, ora ao sabor da faca que a traçava, ora embalada pela minhas mãos enquanto a levava à boca. Uma desgraça? Na, uma pizza com personalidade é o que é!

Então mas tanto parlapié e ainda não disseste que raio leva a base!

 

Verdade, vocês estão mesml atentos caramba! Ora tomai aí nota:

 

Base da Evans

6 claras

2 csopa de polvilho azedo (eu não tinha, utitizei fécula de batata e também funcionou)

Sal a gosto

1 Cchá de fermento

 

Bater as claras (não precisa ser em castelo), juntamente com o polvilho, adicionar o sal e o fermento. Cozinhar o preparado numa frigideira quente (e não praticamente apta a derreter ferro...) e deixar começar a borbulhar, virar com jeitinho (aquele que às vezes me falta....) e cozinhar mais um bocadinho do outro lado. Rechear a gosto ( a minha levou: molho de tomate caseiro, presunto, cogumelos frescos, tomate cherry e mozzarela (em bocados e ralado). Podem cozinhar na frigideira, tapada, eu preferi a segurança do forno, que já tinha a base sufocientemente crocante.

Com as gemas que sobraram, fiz um pão de ló, da mesma fonte de receitas, mas isso fica para outra altura que tenho que ir ali jantar...

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