Mário report
No seu primeiro aniversário:
O Mário já caminha, embora gatinhar continue a ser o seu meio de locomoção favorito, dá uns passitos agarrado aos móveis ou a nós e, quando se esquece, chega mesmo a dar meia dúzia de passos sozinho;
O Mário diz cão. Mas não diz mamã. Nem papá. Nem papa. Para ele somos todos cães. O que até nem é mau, podia ter começado por rato...
O Mário adora desmontar torres, empilhem meia dúzia de copos e é vê-lo a fazer um sprint para ir deita-los abaixo;
O Mário dá turras;
O Mário dá abraços e miminhos;
E lapadas e ferradelas também;
O Mário adora comida, mas faz uma birra danada na sopa;
Adora abrir portas e gavetas de armários e, caso não seja impedido a tempo, tirar tudo cá para fora;
O seu brinquedo preferido - a seguir à demolição de torres - continua a ser uma garrafa de plático com botões, engenhada pela Tia São. (Brinquedos caros para quê, mesmo?)
O Mário detesta trocar a fralda, aliás detesta tudo o implique estar deitado mais que trinta segundos seguidos.
O Mário ralha. Não sei com quem ou com o quê, mas a dada altura do seu discurso o tom de voz altera-se e prega um valente sermão.
O Mário faz birra quando não tem, ou não pode fazer o que quer. Grita, cerra os punhos e às vezes atira-se para o chão. É um rapaz muito dramático.
O Mário é teimoso.
E persistente.
E manhosito.
E traquina.
E eu adoro-o assim.
