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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

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Quase chorei

Eu sei que pareço insensível, uma fulana fria como a noite, que não abana nem com o pior dos tufões que por ela passa, em suma, uma gélida do pior. É quase verdade, é preciso muito, mesmo muito, para conseguir que o meu canal lacrimal transborde pálpebras fora, mas a verdade é que quase chorei ao ver o último episódio, deste ano, de "The Walking Dead". E porque quase chorei eu, a ver uma série onde se enfiam balázios na fronte de mortos-vivos, perguntam vocês almas insensíveis?
Em primeiro, porque foram precisos oito - sim, oito!- episódios para a série voltar a ter aquele fulgor, a acção que a caracteriza e há já algum tempo vem perdendo (quase desde o meio da temporada anterior). Confesso, sou uma enoooorme fã da série - daquelas que vêem todas a s temporadas anteriores durante o verão - mas esta quarta temporada estava tãããão mortiça, para ser simpática e não dizer algo aborrecida, porém, no meu parecer, redimiu-se e bem com este oitavo episódio. E Rick sempre no seu melhor, enquanto líder! Juro que por (ínfimos) segundos, pensei que fossem todos co-habitar pacificamente na prisão (o que nos levaria à monotonia e consequente final da série) e eis que... Quase choro novamente quando o malvado do Governador limpa o sebo ao Hershel. Assim, num momento baixa o sabre e no seguinte zás!, fica o Hershel a sangrar por todas as veias do pescoço... Não foi justo, não o Hershel, que era a bondade, a sensatez, o mediador do grupo. Se ele queria cortar o pescoço a alguém, ao menos que fosse à Michonne! Não foi ela que lhe inutilizou um olho?! Está bem, está bem, o Hershel teve muito mais impacto e transtornou bem mais o Rick, mas mesmo assim... Vai ser daquelas perdas difíceis de ultrapassar, mais ainda do que a Lori.
Agora, o que me emocionou mesmo - e não é fácil tal acontecer, muito menos numa série - foi a cadeirinha ensanguentada de Judith. Que raio aconteceu à bebé?! Será que foi devorada por mortos-vivos? Se foi, porque não mostraram ou aludiram a isso? Ou será que algum sobrevivente, com as mãos sujas de sangue, a terá levado dali? Hmmm, ficam as dúvidas, mas espero, sinceramente, que a Judith não nos tenha deixado. Ela é o legado de Lori, a sua escolha, foi-lhe dada a hipótese de sobreviver, sem conhecer a mãe, porque esta assim o decidiu. Judith é a Esperança de Walking Dead. A Esperança de que é possível criar um mundo melhor no meio do caos. Por favor, senhores produtores, não a matem, não destruam a bonita personagem que criaram.
Por fim, e depois de quase ter utilizado lenços de papel, sorri. Sorri com expectativa do que aí virá, em Fevereiro. Sorri porque, mais uma vez, a série mostra o poder de Andrew Lincoln enquanto actor dramático. Se a sua interpretação aquando a morte de Lori foi fantástica, neste episódio, e em particular quando descobre a cadeirinha da filha, foi soberba. O crescimento que Chandler Rigs tem trazido a Carl, também é digno de nota e merecedor de um pequeno aplauso. Oh, e é claro, graçá deus - e ao Governador, é inegável - vamos ter mudança de cenário na restante temporada! Yuppiiii! Já estava saturada de tanto betão e grades e blocos de celas!
Resta-nos esperar, com moderada ansiedade, por Fevereiro e os novos dramas que se avizinham. Até lá, vamos rever tudo, outra vez! (Ou talvez não...)




 
 
Adeus Hershel! Foste brilhante, a Alma num mundo que em nada acredita a não ser balas, tanques e granadas. A série irá continuar sem ti, mas não será, certamente, a mesma coisa!
 
 
 
 
Por favor, santinhos da séries, que isso não tenha acontecido!
 




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