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A Caracol

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

Um blogue pseudo-humoristico-sarcástico. #soquenão #ésóparvo

E se a Imaculada Concepção fosse hoje?


Comecei isto em dezembro passado, creio que tem dois capítulos, mas depois passou-se o timming natalício e deixou de fazer sentido.
Este ano termino a saga "E se a Imaculada Concepção Fosse Hoje?"

(Não recomendado a pessoas com sentido de humor enfraquecido ou que se ofendem com humor religioso)

I Capítulo

9:00 da manhã, na reunião de Conselho Celestial:

Deus: - Miguel, quero um filho. Vai lá baixo e trata-me disso, por favor. Leva o Espírito Santo contigo.

Miguel: - Outra vez eu?!

Deus: - Sim, outra vez tu. Tens algum problema com isso?

Miguel: - Por acaso tenho. Começamos por onde? Pelas horas extra que fiz para encontrar o Daniel no meio daquele jejum maluco que o gajo fez no deserto?! Ou pelos treinos bi-diários a que me sujeito para a batalha final que nunca mais chega? Onde está o MEU momento de glória que prometeste quando me contrataste, hã? Estou estagnado na minha carreira desde as profecias que me anunciam e isso é injusto!

Deus: - Outra vez essa conversa? Queres falar de horas de extra? E as que EU fiz para VOS criar?! O tempo que dispendo constantemente para a vossa formação, o meu esforço e criatividade em milagres capazes de nos sustentar por milénios. Perpetuei a tua imagem, vives dela e tu vens-me agora com sindicalismos e reivindicações? A mim?!

Miguel: Eh pá, não me venhas com tretas... O milagres também te deram jeito e nós todos contribuímos para que o teu bom nome sempre fosse salvaguardado. Mesmo quando Lú...

Deus: Parou! Não te admito que me fales nesse tom, muito menos que menciones a concorrência! Se não queres trabalhar, há mais quem queira e sem um terço das tuas lamentações. Há quem vista genuínamente esta camisola e não esteja aqui só à procura de glórias, sabias? Agora desaparece-me da vista antes que eu me esqueça quem és e te retire a promoção deste mês. E podes dizer adeus às férias do próximo ano.

Gabriel: Senhor meu Deus, considera que tenho capacidade para tarefa tão magnânima? Muito gostaria de o ajudar na concepção de alguém capaz de o ajudar nesta árdua tarefa de liderança do céu.

Deus: Tazaver Miguel? Há sempre quem queira trabalhar... Vai Gabriel. Que o Espirito Santos te acompanhe, leva uma manta que faz frio lá em baixo. Falamos do r€sto quando voltares. Se tiveres cumprido bem a missão.

 

Desafio dos Pássaros #13

Reescreve o final de um filme

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O vento soprava furioso e impedioso, arrastando consigo o inverno gelado. 

Ana, que mal conseguia andar, vislumbrou ao longe Kristoff e forçou as pernas na sua direção. 

Ao mesmo tempo, Hans desembainha a sua espada para o último e derradeiro golpe: aniquilar uma Elsa vulnerável. 

Numa última tentativa de fazer o que está certo, num último grande gesto de amor verdadeiro, Ana defende a irmã, congelando ao último suspiro. 

- Resultou? - pergunta por cima do ombro.

- Tal como previste querida. És um génio! Mas... E agora? Ela não vai descongelar, já que este foi o seu último acto de "amor verdadeiro?" - questionou Hans. 

- Querido, por algum motivo eu nasci com poderes e não a tonta da minha irmã. 

Aproximando-se da estátua gelada de Ana, Elsa canta sinistramente enquanto pequenos flocos de neve que saem das suas mãos se acomodam na pele gelada da irmã: 

Vem fazer bonecos de neve?
Há um que é só teu

- Magnífico! - aplaude Hans - E... os outros? - questiona apontando para Kristoff, Olaf e Sven. 

Elsa encara, pela primeira vez depois daquele momento, os três pares de olhos que a fitavam com desconfiança, horror e estupefacção. 

Numa atitude algo teatral e cuidadosamente encenada, pergunta: 

- Oh! Não me apercebi que estavam aí... Que horror! Que fui eu fazer? A minha única irmã...! 

Olaf abriu a boca para tentar falar, mas um raio de gelo atingiu-o antes sequer de o conseguir fazer. 

O mesmo aconteceu à rena e ao dono, eternamente convertidos em estátuas geladas, quedas e mudas. Para sempre petrificados. 

- Achas que cabem no jardim do palácio, querido? Não me apetecia olhar para eles sempre que estiver no salão. 

- Arranja-se maneira, meu pequeno floco de neve. Tratas da nuvem de inverno para os manter assim e eu trato de os colocar a decorar o jardim. Vai ficar lindo no Natal! 

 

Carta aberta ao meu país

Querido Portugal,

Não sei se já almoçaste, espero que sim, com aquela missiva que recebeste anteontem aposto que ficaste com vontade de fazer jejum intermitente. Se precisares de nausefe apita, tenho um stock jeitosinho...

Portugalito, antes de mais, deixa-me agradecer-te: foi graças à educação que me proporcionaste, que percebi, quase na primeira linha, que aquilo não era um artigo de opinião. Era uma composição da quarta classe de um miúdo que, claramente, copiou e adaptou o discurso do pai, administrador de condomínio do prédio XPTO onde vive.

Obrigada pela minha professora de Filosofia que tanta paixão tinha pela carreira, conseguiu pôr 16 marmanjões e 1 molusco a raciocinar e usar esse músculo tantas vezes esquecido: o cérebro.
Não te vou agradecer a professora de inglês do 7°ano, porque não ensinou que se diz "àpple" e não "aiple", mas agradeço todas as de português que sempre batalharam nas vírgulas antes das conjunções coordenativas adversativas, bem como no crime que é a separação com vírgula do entre o sujeito e o predicado.

De seguida, querido País à beira mar plantado, quero agradecer-te a saúde.
Não, não te vou mentir: tens de te esforçar e melhorar muita coisa. O SNS é um caos e o sistema onde está inserido é um edifício em ruínas. Contudo, nem tudo é negro e eu acredito mesmo que o coração da saúde, o humano, é bem capaz de suplantar a tinta descascada e o buraco no tecto do hospital de Gaia. Podia ser melhor? Podia. E vai ser. Só tens que te esforçar um bocadinho mais, ouvir um bocadinho mais e vir um bocadinho mais o terreno.

Ainda nesta área, obrigada pelo respeito e dignidade com que tratas quem decide, seja porque motivo for, interromper uma gravidez. Falta a eutanásia, mas lá chegaremos. Isso e tornar as vacinas obrigatórias de uma vez por todas. Com calma, eu acredito em ti.

Ainda na minha humilde lista de agradecimentos, constam os políticos. Obrigada pela interminável novela mexicana partidária com que nos presenteias de vez em quando. Obrigada pelos stand ups de comédia gratuitos que são os discursos eleitorais. Obrigada por transformares, tantas vezes, a Assembleia da República num reality show de horário nobre. Não fosse isso e grande parte dos humoristas ficava sem trabalho, mas tu pensas em tudo e não queres que nos falte nada, meu bom amigo.

Agradeço ainda, sem ponta de ironia, a liberdade.
A liberdade de dizer barbaridades com 17 anos, num dos maiores jornais digitais da atualidade e a liberdade de poder refutá-lo e ridicularizá-lo nesta publicação. A liberdade de dizer que o Estado Novo faz parte da história, do qual Salazar foi um governante imponente, mas que não foram tempos gloriosos e que não o queremos, de todo, de volta.
A liberdade para escolher ter um filho sozinha, para abortar, para adoptar numa relação homossexual, para trocar de sexo, para aumentar as mamas, para pôr o glúteo na nuca ou para forjar umas pestanas capazes de provocar furacões na Tailândia.

Acima de tudo, Portugal, obrigada pela internet, pelos jornais digitais e pela informação que rapidamente me entra pelos olhos adentro. Mesmo que às vezes seja uma merda.

Em nome dos Descobrimentos, das batalhas perdidas e dos tratados assinados,

Amén!

Diário de uma grávida #19

Já sinto, por vezes, o feto a mexer cá dentro. 

Fico derretida quando isso acontece, mas depois lembro-me que, correndo tudo bem, vai crescer, passar de gramas a quilos e vou levar biqueiros no fígado e nos rins. Mal posso esperar!

O meu apetite normalizou ligeiramente, mas há dias em que passava bem sem almoçar ou jantar. Isso irrita-me um bocado, porque se há coisa que adoro nesta vida é enfardar como uma alarve em vias de extinção. Tudo bem, temos sempre a sopa e as tostas mistas. 

Estou menos irritadiça em casa, o que é fixe para o homem e péssimo para os fornecedores do trabalho. Alguém tem que servir de saco de boxe, não é verdade? 

Os teóricos das gravidezes insistem que a líbido aumenta neste trimestre. A maioria das grávidas sente isso mesmo. Já eu estou em crer que minha quinou de vez e já lhe celebrei a missa de 7º dia com o único cacete que me apetece ver à frente: o de regueifa. Com manteiga e ligeiramente torrado. 

Modos que é isto. Continuo com o cérebro feito em papa cerelac com três dias, mas cá me vou arranjado com as notas do telemóvel. E os post its para não me esquecer de ver as notas do telemóvel. E o homem para lembrar dos post its que me lembram as notas do telemóvel. 

Para a semana chegamos a meio! YEAH! 

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Diário de uma grávida #17 e #18

Esta semana há Diário a triplicar, porque isto atrasou comó caraças. 

Saem hoje as duas últimas semanas e lá para quarta feira a semana actual. É muita gravidez, eu sei, mas se eu aguento, vocês também. Sejam fortes. 

#17 

Estivemos de férias nesta semana. Fomos buscar o carrinho - cortesia de uma amiga que tinha um trio parado - e vi-me à nora para desmontar aquela treta. 

Junto com o bólide de Pequena Bola D'Unto, a amiga enviou "algumas roupinhas que tinha em casa". 

Desconfiem sempre quando uma mãe vos diz "algumas roupinhas": são sempre toneladas. Fora todas aquelas que ainda tenho do irmão mais velho, estou em crer que só aquelas "algumas roupinhas" davam para vestir uma pequena aldeia de bebés africanos. 

Aumentei 2 kg de peso, desde que engravidei. Atrevam-se a dizer que é pouco e levam com um haltere equivalente no mindinho do pé. Alvitrem que é óptimo de deviam vomitar os pequenos almoços. Todos os dias. 

Como podem ver, o meu humor está espetacular. 

Prevê-se que seja uma gaja. Nada de novo, sempre disse isto, mas caso se confirme na morfólogica, aviso logo a cachopa  do fado que a espera: vai usar a roupa do irmão até à adolescência. 

Comprei-lhe a primeira farpela. Cheia de laços e folhos. Se se confirmar que é gaja, vai ser uma pirosona. 

Lembram-se dos meus probióticos? 

Sôtora diz que, passo a citar "Tomar e não tomar é igual ao litro. Mas mal não faz, se sente bem continue." 

Chorei baba e ranho pelo guito que larguei na farmácia à conta dos ditos. 

Depois tomei nausefe. 

#18 

Sinto-me enorme e ligeiramente menos bipolar, mas as pessoas, no geral, teimam em testar a resistência da minha paciência, sobretudo quando me fazem a mesma pergunta, 78 vezes ao dia: "tens a certeza que é só um?"  

Não, não tenho. Nem eu, nem a ecografista, nem a ginecologista. Estamos às aranhas. Ou aos bebés.

Pela 7992 vez: é só um. 

Como disse, o meu humor melhorou, tal como a energia. Não está nos píncaros de antigamente, mas também não anda em valores negativos. Muito às custas dos treinos para onde me arrastei qual carcaça de lontra albina, mas a verdade é que o contrabalanço de energia é palpável. Pelo menos para mim. Vou esforçar-me por manter este mínimo de 2/3 vezes/semana até ser expulsa por mau feitio. Rezem por eles, eu já não tenho solução. 

Por falar em exercício, era capaz de me habituar a esta vida fit de grávida. Sempre tudo cheio de paninhos quentes "ai, cuidado, não pegues nesse peso, olha o outro mais leve", "não levantes, está bem? Mantém sentada e ritmo constante (Cycle)". Habituava-me a esta vida, na boa. 

O problema é que me apetece sempre revirar os olhos quando quero fazer como os restantes e me ordenam o contrário. Fico danada. Depois sinto os pulmões e agradeço aos céus as benesses de prenha. A malta nunca está bem. 

Para compensar os atrasos, duas fotos da pança. 

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Voltamos quarta. 

 

Tema #7 - Máscara Capilar

A primeira que coisa que me chamou à atenção foram os sapatos. De marca, provavelmente valendo mais que o meu salário de dois meses, de verniz preto e um tacão que provocava vertigens só de pensar colocar-me em cima dele.

A seguir vieram as pernas: esguias, torneadas e capazes de me fazer chorar de inveja. O vestido de cabedal, justo e colado às ancas, deixava antever um glúteo perfeito, duro e trabalhado. O decote, não muito acentuado, realçava o colo, com mexas de cabelo loiro ondulado caindo em pedaços em sítios que o tecido teimava esconder. Quando foquei o rosto, senti-me despida por uns olhos verdes, cristalinos e pouco simpáticos.

Quem raio fazia uma fulana como esta cá na terra?

- Boa tarde. Posso ajudar?

- Boa tarde. Onde estão as máscaras capilares?

Arrogantezinha de merda. Ainda por cima boa como o aço. Badalhoca. Não temos máscaras capilares sua magrela, pau de virar tripas.

- Máscaras capilares, de momento, estão esgotadas. Mas temos aqui uns amaciadores muito bons. Deixe-me mostra….

- Condicionador não quero, obrigada.

Olhá a vaca a chamar-me burra nas entrelinhas.

- Precisava mesmo era de uma máscara… Tenho as pontas todas danificadas.

‘Pera aí que eu já t’atendo.

- É como lhe digo: máscaras não temos. Mas… Já pensou em experimentar um produto mais natural? Tem um cabelo tão bonito que é um crime enchê-lo de químicos.

- Acha mesmo?

- Se eu acho? Já reparou nos ingredientes de uma máscara capilar? Aquilo é o demónio em forma de creme acetinado! Olhe… relembre-me o seu nome, por favor?

Logo vi que devias ter um nome desses todo betinho. Sonsa.

- Olhe, Constança, sabe qual é a indústria mais mentirosa que existe, logo depois da farmacêutica? A dos produtos capilares. Aquilo é só lobbys e photoshop para enganar o povo. Prometem-nos cabelos macios como a seda, mas ainda não há que chegue àquilo que os antigos faziam. A minha avó tem 95 anos e ainda hoje tem um cabelão capaz de fazer inveja à Rapunzel.

- O que me sugere então?

- Um cabelo como seu, merece um produto elaborado com carinho, com amor e dedicação. Biológico, de preferência e isento de glúten. O glúten é outro pequeno demónio: entranha-se nas pontas, insufla o o fio capilar e faz com que fique espigado.

- Nunca tinha pensado nisso… Tem algum produto desse género que possa experimentar?

- Olhe, por acaso tenho, sim senhora. Acabaram de chegar agora mesmo umas compotas de abóbora que são um doce para o cabelo. Feita com abóboras biológicas, sem açúcar refinado – que também faz um mal terrível ao couro cabeludo, tornando-o oleoso - e com amêndoas de cultura biológica, de Freixo de Espada à Cinta. 

- Compota?

- Compota. Já viu o cabelo da Kardashian? Aposto que é disto ela usa, aquele brilho não engana ninguém. Eu própria utilizo e é uma maravilha. Deixa atuar uma boa meia hora e depois lava normalmente.

- Bem, se é assim… Acho que vou experimentar. Levo um frasquinho.

- Vou dar-lhe dois e faço-lhe uma atenção, porque isto esgota sempre num instante. Mas é só por ser para si.

- Oh! Muito obrigada pela simpatia.

- Ora essa. Nada a agradecer, vai adorar! 

Cabra.

Diário de uma grávida #15

Querido Diário, 

Levo 15 semanas disto e sinto que já estou grávida há mais d'ano. Coitados dos elefantes, não sei como aguentam quase dois anos de prenhice

Esta semana os enjoos abrandaram ligeiramente e consegui não tomar nausefe duas manhãs. Depois chegou o refluxo e fiquei novamente enjoada com aquela sensação de comida por digerir na garganta. Emborquei mais nausefe. 

Não tenho treinado. Ora porque não me apetece e faço a vontade ao corpo, ora porque me sinto agoniada, ora porque a moca do nausefe é mais do que aquela que as minhas pálpebras conseguem suportar. Bem sei que é o oposto daquilo que deveria fazer, mas estes dias fiz a vontade a corpo e cedi à moleza. Amanhã talvez vá fazer qualquer coisa - até porque eu sinto efectivamente mais energia quando o faço. 

Até agora só utilizei óleo de amêndoas doces para hidratar a pele. Vi duas estrias no domingo e corri a comprar um creme gordo, se não resultar vou chorar mais pelos euros que aquilo custou do que pelas cicatrizes que ficam - estava em promoção, mas mesmo assim... 

Estraguei de vez o fecho da minha bata, no trabalho, pelo que remedeio a coisa prendendo as partes com um alfinete de ama. Mais cedo ou mais tarde teria que o fazer. Ou pelo menos é o que me tento convencer. 

Ontem, comemoramos anos de casados (8) e o homem levou-me a jantar fora. Cheia de vontade de comer, pedi um prego em prato para partilhar o Caracolinho e já a salivar pelas batatas fritas enfiadas na gema do ovo estrelado. Salivei mais ainda quando o homem pediu bacalhau com natas para ele e aguardei, ansiosamente, a chegada da comida. Quando finalmente chegou, o cheiro das natas misturado com o cheiro das batatas fritas do prego revolveu-me as entranhas e fui incapaz de ingerir mais do que duas colheres de bacalhau com natas. Não toquei no ovo, nem nas batatas. Não pedi sobremesa e passei parte do jantar em apneia. 

Continuo a achar que é uma gaja: só uma gaja é capaz de deitar outra gaja assim tanto abaixo. 

O humor continua igual - abaixo de zero - tal como a paciência. 

Espero ser forte o suficiente para não matar ninguém esta semana. 

Vou lanchar, não que me apeteça muito, mas tenho fome e não quero que a Pequena Bola D'Unto tenha que reclamar de falta de nutrientes. 

Esperemos que para a semana seja melhor, se não for... Pelo menos que hajam bolachas de água e sal. 

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Eu, em modo Wally, tentando engolir a azia. Sim, uso a lancheira do meu filho, e depois? 

 

Nota: começamos no #15, porque é a semana gestacional em que me encontro e assim não me perco mas contas. Simples. 

 

Indumentárias espectacularmente dissecadas

Ontem, diverti-me um bocado, no instagram e no facebook, a legendar as fatiotas dos Globos D'Ouro deste ano. 

Como estava com falta de conteúdo, compilei tudo aqui. 

Aguentem-se que se eu vi tudo, vocês também aguentam. 

 

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Santa Tininha,
Um andor em tamanho real a sair numa qualquer romaria do país.
Ou isso teve medo que o wi-fi falhasse e foi prevenida com antenas extra.
Por via das dúvidas, eu aposto nas duas e lanço as fichas todas na procissão das festas da Senhora d'Agonia. É muita dor na vista.

 

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Eu, quando tinha 7 anos, depois de passar a tarde de sábado a depenar galinhas com a minha tia.
Saudades.

 

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- Mãezinha, achas que a avó sente muita falta da mortalha? Aquela renda é linda e com os cortinados que o avô lhe deu em 1879 ficava um outfit super top.*
(*Não imaginam o que me custou escrever aquilo.)

 

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Alguém que avise o pessoal do Museu Nacional do Traje que o Claudinho usou a indumentária do cavalheiro de 1718.

 

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A Cleópatra deu duas voltas no sarcófago à conta deste traje.

 

A imagem pode conter: 1 pessoa

Alguém avise a Cláudia que o seu vestido vai desaparecer misteriosamente lá para novembro.

(Também tenho globos. São é fit. :P) 

 

 

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O chamado "ponto de rebuçado".

 

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E já agora o "ponto estrada".
A propósito, Diana, filha, para a próxima não uses açúcar em torrão qu'isso leva duas vidas a desfazer.

 

A Inês não teve tempo de trocar a farpela depois da missa das 17.

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir, em pé e texto

Queria muito fazer uma piada com este bonito lençol de linho com pedraria duvidosa, quiçá um "ponto estrada secundária", mas... Não consigo deixar de focar naqueles dedinhos a fugir da sandália. Não gozemos, vá que é promessa?
#aquilodeveterdoído #todaanoite

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Alguém levou a Greta demasiado à letra. Menos plástico, não quer dizer vestir o plástico, ok? 

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

Eu, de manhã, quando acho que posso deixar o nausefe.

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e casamento.

Autch!
#AqueleRaboAleija #inbeja

 
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O que dizem os teus olhos?
Que comprei um laço para putos e tive que desenrascar.
 
 
A imagem pode conter: 1 pessoa
Está feito! Este ano... Tudo a Cristina levou. #CristinaOHara
 
 
Relembro que são só piadas a vestuários. Não se enervem. 
Fotos gentilmente camadas da internet, nomeadamente da conta de Instagram de cada personalidade aqui falada. 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Deixai vir a mim as nomeações

 

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Estimado público, prezados leitores e preclaros seguidores, 

Pequeno molusco do género feminino, vem por este meio - e porque ficava deveras dispendioso o uso formal de uma missiva via correios de Portugal - solicitar encarecidamente a vossa mui prezada atenção à nomeação deste humilde, modesto, alegre e supimpamente parvo blogue para os SAPOS DO ANO, na inconfundível categoria de HUMOR. 

E porque deveis vós, minha preciosíssima plateia, nomear-me para semelhante evento? 

Para começar, porque o meu actual estado de concepção de um novo ser humano - possivelmente parvo como sua progenitora, assegurando assim toda uma linhagem puríssima do mais alto nível de divertimento - deveria, com toda a certeza, garantir a minha prioridade na fila que se forma. 

Uma vez que a Magda e o David, certamente por lapso dada a imensidão de trabalho em que mergulham, se olvidaram de incluir senhas prioritárias, vou deixar passar sem referir este percalço às Capazes, contando, para isso, com a vossa ilustre nomeação. 

Não esqueceis, com toda a certeza, quem vos apresentou factos sobre tupperwares, nem todo o desporto que me sai do lombo em forma de sátira. 

Obviamente, também quero entrar neste sublime campeonato para provocar um pouco de mossa na Gorda, fazendo com o prémio lhe custe mais um pouquinho a ganhar. 

E porque, em não sendo totalmente mentira, também não o é uma verdade total, me divirto assim para lá de Saturno com isto. Sobretudo nas campanhas. 

Mui agradecida por toda a vossa atenção dispensada a este assunto, 

 

Conto com a vossa ilustre nomeação aqui - em Humor, relembro. Não me ponham em desporto que para isso já me chega a escola de educação física que frequento. 

Sempre vossa e eternamente parva, 

Caracol

(a imagem faz parte da rubrica 🌺🌺 FRASE MOTIVACIONAL DO DIA 🍃🍃  que vai para o ar na página de Facebook e Instagram desta modesta casa. Visteis o que perdemos por ainda não me seguirdeis lá? 😉)

E agora?

Foi impulsivo, assumo, deveria ter pensado melhor, delineado uma estratégia, mas... não há uma lei qualquer da vida que diz que devemos esquecer os planos de vez em quando? Que devemos ser espontâneos, em vez de certinhos? 
É, não é? Então pronto, fiz a coisa certa: limpei o carro. 
Até aqui nada de mal. O problema é que ele agora cheira a pinho. E eu faço alergia ao pinho. E não o sinto como meu. Já olhei três ou quatro vezes para o interior das portas e nem um lenço de papel usado à vista. Nem uma embalagem de bolachas vazia. NA-DA. 
E o chão? Sabiam que o chão do meu carro é preto? Também não me lembrava. Já há muito tempo que me habituara ao camel da areia. E pedras? Nem um calhauzinho debaixo do tapete. Nem uma pequena rocha no assento do passageiro. Nem... Nem um pedaço de granito ao pé da manete das mudanças. Está tudo limpo e imaculado e cheira a pinho. Já disse que cheirava a pinho? 
O problema, para além de ter sido estúpida o suficiente para aspirar areia e não a vender para as obras ilegais, é que estou com problemas de ligação ao bólide. Sinto que lhe fiz um bem maior, mas já não me sinto ligada a ele. Não o sinto como meu. E isso dói, bem lá no fundo, ao pé dos calcanhares. Ah, não, espera, isso é só o tapete que ficou dobrado debaixo do acelerador. Bom, mas dói e temo que a nossa relação não possa vir a ser a mesma de antes. Temo que agora me dê máximos, cada vez que não sacudo os pés do miúdo quando voltamos da praia (e os meus também...). E se me buzina aos ouvidos quando enfardar pipocas lá dentro? Ou batatas fritas. Pior: se lhe dá uma síncope quando sentir o caroço de uma ameixa, embrulhado às três pancadas num lenço de papel, abandonado sabe-se lá até quando no interior da porta. 
E se... E se... Se o meu carro, de repente, se transformar no meu homem? 
Pronto, está decido. Vou obrigar o miúdo a brincar com terra na mala. Só manter um certo nível de charme naquele carro.